"[...] Na istrada do disingano/andei de noite e de dia/inludido percurano/aprendê o qui num sabia [...]" (Elomar Figueira Melo. Desafio - Fragmento do quinto canto: Das violas da morte, do Auto da Catingueira)





segunda-feira, 9 de julho de 2012

Manifesto de apoio à candidatura de Marcelo Aguiar a vereador de Jequié.


Por Bira Pimentel. 
Jequié é um dos municípios mais importantes da Bahia. Reúne os potenciais humano e econômico além de localização estratégica necessários para se consolidar como uma das grandes referências de nosso Estado. Tem um povo valoroso, trabalhador, pacífico, que crê em Deus e que contribui de forma incansável para o crescimento de nossa cidade.
As eleições de 2012 se aproximam e serão fundamentais para reverter o quadro de crise política que assola Jequié. Nesse sentido, a câmara de vereadores tem papel preponderante no enfrentamento político de nossas principais carências. Um legislativo forte não é aquele que só fiscaliza o prefeito, mas que tem a sensibilidade para implementar projetos que beneficiem a população, que seja o porta-voz dos movimenos sociais, dos trabalhadores e trabalhadoras. A construção da Jequié do século XXI envolve, necessariamente, a eleição de vereadores comprometidos com a luta de nosso povo, que não fechem os olhos para os desmandos do executivo e que honrem com competência o mandato conferido pela sociedade.
É com esse pensamento que olhamos a eleição municipal de 2012 em Jequié. Um momento de reafirmar nosso compromisso com nosso povo, com os movimentos sociais organizados, com a juventude, com o empresariado, com os servidores públicos, no sentido de caminharmos em direção ao futuro melhor a que todos temos direito. Temos o dever de pensar grande, fazendo da disputa eleitoral em Jequié um instrumento político de mudança, por uma sociedade igualitária, digna e sem miséria.
É por essas razões que esse Blog e esse blogueiro que vos escreve, apoia a candidatura de Marcelo Aguiar a Vereador pelo Partido dos Trabalhadores, nas eleições de 2012 em Jequié.
Nascido e criado em Jequié, Marcelo Aguiar tem 42 anos, é casado, militante do PT há 23 anos, e atual presidente do partido dos trabalhadores em nossa cidade. Militante engajado com a luta dos trabalhadores, ex-coordenador da Bahia Pesca em Jequié e região e ex-presidente da juventude petista jequieense. Coordenou, em Jequié, a campanha vitoriosa de Jaques Wagner pra governador e Pinheiro e Lídice pra senadores em 2010, num dos mais expressivos resultados eleitorais entre todos os municípios baianos.
Esse é Marcelo do PT. Um companheiro de luta, comprometido, com sensibilidade social e profundo conhecimento das necessidades de nossa população. Está preparado e reúne todas as condições políticas necessárias para representar o PT na câmara de vereadores.
Marcelo Aguiar, 13013. Por uma nova Jequié;

Fla-Flu sonolento. Resultado previsível.

Por Bira Pimentel.
A comemoração do centenário do Fla-Flu, com direito a narração de Galvão Bueno e presença de estrelas do passado, não poderia ter sido mais medíocre. O tricolor das Laranjeiras, favorito no confronto, fez o gol no início da partida e nos 79 minutos restantes apenas administrou o resultado, como se certeza já tivesse de que não seria incomodado pelo incipiente time do Flamengo, que há muitos anos não reúne tantos penas de pau em seu elenco.
Galvão Bueno, rubro-negro desde o nascimento, fez duas leituras corretíssimas. Primeiro que o maior clássico do futebol brasileiro, numa data tão importante, merecia ser disputado num outro palco. O estádio de atletismo da prefeitura do Rio, mais conhecido como Engenhão, ou Vazião como queiram, está longe de representar o glamour do Maracanã, arena de disputas homéricas entre Flamengo e Fluminense, inclusive com o insuperável público de 1963, com quase 200 mil presentes. E segundo, e ainda mais emblemática observação, a de que um clube com a história, títulos e maior torcida do mundo, não merece os atletas que tem atualmente em seu escrete, muito menos a atrapalhada diretoria corrupta e descompromissada, capitaneada pela vereadora e presidente, nas horas vagas, Patricia Amorim.
Jogadores a exemplo de Wellington, Amaral, Magal, Renato Abreu e mais uns dez botinudos da Gávea, não tem a mínima condição de disputar a série A do campeonato brasileiro. Certamente esses caras seriam reservas no Barueri, que é o lanterna da segundona. Soma-se a isso o comando de um treinador ultrapassado, retranqueiro, míope, que escala a equipe cheia de volantes e não achando pouco, ainda coloca o jovem Adryan, talento e cria da casa, como atacante, quando até o roupeiro do flamengo sabe que o garoto é meio de campo.
Uma boa parte dos meus amigos rubro-negros pode me chamar de pessimista, descrente ou coisas do gênero. Contudo, confesso que nessa edição do Brasileirão minha cabeça está voltada para os 45 pontos que irão nos salvar da degola. Ainda faltam 33.
Ademais, para servir de alento, o Mengão também perdeu o primeiro Fla-Flu, disputado há 100 anos. Tomara que isso seja um prenúncio de que nos próximos 100 anos continuaremos sendo maiores, mais importantes, conquistando mais títulos, com mais torcida, sem cair pra terceira divisão e sem utilizar o artifício da virada de mesa pra não disputar a série B.
Saudações rubro-negras.

Marcos Coimbra: Os mensalões, um comparativo

Por Marcos Coimbra, publicado originalmente na CartaCapital

Por coincidência, justamente quando o julgamento do mais famoso “mensalão”, que alguns chamam “do PT”, foi marcado, a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) sua denúncia contra os acusados de outro, o “mensalão do DEM” do Distrito Federal.
Trata-se mesmo de um acaso, pois a única coisa que os dois compartilham é o nome. Equivocado por completo para caracterizar o primeiro e inadequado para o segundo.
Naquele “do PT”, nada foi provado que sugerisse haver “mensalão”, na acepção que a palavra adquiriu em nosso vocabulário político: o pagamento de (gordas, como indica o aumentativo) propinas mensais regulares a parlamentares para votar com o governo. No outro, essa é uma das partes menos importante da história.
Alguns acham legítimo – e até bonito – empregar a expressão como sinônimo genérico de “escândalo” ou “corrupção”, mas isso só distorce o entendimento. O que se ganha ao usar mal o português? No máximo, contundência na guerra ideológica. Chamar alguma coisa de “mensalão” (ou adotar neologismos como “mensaleiro”) tornou-se uma forma de ofender.
Fora o nome errado igual, os dois são diferentes.
Ninguém olha o “mensalão” de Brasília como se tivesse significado especial. É somente, o que não quer dizer que seja pouco, um caso de agentes políticos e funcionários públicos, associados a representantes de empresas privadas, suspeitos de irregularidades.

Palpite do Brasileirão - classificação após oitava rodada

Bira Pimentel: observem que os cavalos paraguaios começam a despontar. Luciano Vara, assim como seu time, o vice-da-gama, tomou a dianteira, mas todos sabemos que morrerá na praia, assim como fez no palpite do carioca, onde foi Vice. rsrsrs. Alguns dirão que esse blogueiro está quase na zona do rebaixamento e ainda fica tirando onda. Calma amigos! essa posição de décimo quarto lugar é emblemática e me traz maravilhosas recordações, pois foi justamente dessa colocação que o Mengão arrancou para o título brasileiro de 2009. Então me aguardem! desesperadora mesmo é a situação do meu amigo Marcos Briglia que não consegue deixar a lanterninha por nada desse mundo. KKKK

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Temos que quebrar esse paradigma. Vereador é importante, sim senhor!

Opinião do Blog, por Bira Pimentel.
As eleições municipais de 2012 se avizinham e, via de regra, a disputa eleitoral pelo executivo ocupa todos os holofotes, relegando a vereança invariavelmente a segundo plano. Num país recheado de corrupção em todas as esferas políticas, é compreensível que o eleitorado adote a conduta do ceticismo em relação às eleições, principalmente quando o assunto é câmara de vereadores, que é a porta de entrada do político na vida pública.
Políticos consagrados afirmam que a pior experiência que pode existir é uma candidatura a vereador. Um verdadeiro samba do crioulo doido. Não existe fidelidade por parte do eleitor e o candidato é sempre estereotipado como mais um postulante a uma “boquinha”, o que não deixa de ser verdade algumas vezes. O fato é que o corajoso que se lança candidato a vereador, passa a ter a ingrata missão de convencer eleitores desconfiados, arredios e que, na maioria das vezes, só escolhem efetivamente em quem vão votar, no dia da eleição.
Para se ter uma idéia da tarefa árdua para se conseguir um voto pra vereador, basta fazermos uma analogia com os demais cargos eletivos na política. Do presidente da república ao prefeito, passando pelos dois deputados, estadual e federal, e pelo governador, em tese os candidatos já iniciam as campanhas com uma ampla base de apoio, arregimentados por cabos eleitorais eufóricos, multiplicadores de opinião que na presença ou não do candidato, tentam influenciar a decisão do eleitor. O vereador começa e termina o pleito sozinho. Sua campanha é presencial e desprovida de apoio do partido. Um verdadeiro trabalho de formiguinha. Bate de porta em porta, toma porta na cara, falta dinheiro, se esmurra com os adversários pra ficar ao lado do candidato a prefeito nos comícios e, na abertura da urnas, quando os votos não aparecem, adotam o discusso padrão: o filho-da-puta do eleitor me traiu!
Parece cômico se não fosse trágico. O que as pessoas não compreendem é que, no âmbito municipal, o crescimento econômico da cidade, sua organização, suas leis, seu plano diretor, são diretamente proporcionais a um legislativo atuante, propositivo, fiscalizador e honesto. Olhemos o exemplo de Itabuna. Aquele que é considerado o pior legislativo itabunense de toda a história, frequenta mais as páginas policiais do que as políticas. A começar por seu presidente, Rui Porquinho, corrupto contumaz com passagens pela polícia. Vereadores roubam, são afastados pelo ministério público, retornam por liminar judicial, são afastados novamente e como consequência temos um município quebrado, involuindo economicamente, a mercê de uma dúzia de corruptos inconsequentes e um prefeito pior ainda.
Por conseguinte, meus caros, é imperativo que o eleitor tenha responsabilidade na escolha de seu vereador, elegendo pessoas sérias, de biografia ilibada e que reúna as condições objetivas de representar dignamente aqueles que lhe outorgaram o mandato. Temos que dar um basta à compra de votos, à barganha da eleição por dentadura, cesta básica ou seja lá o que for. A face interna do Brasil são seus 5.565 municípios, e nosso país só será grande e auto-sustentável se nossas cidades o forem.
No momento oportuno, quando a legislação eleitoral permitir, esse blogueiro que tem domicílio eleitoral em Jequié, sudoeste da Bahia, irá declarar publicamente seu candidato a vereador e fazer a defesa de seu nome tanto no blog quanto nas redes sociais. E podem ter a certeza de que, em se elegendo, irei exercitar continuamente meu direito democrático e constitucional de cobrança pela seriedade e competência do parlamentar.
É isso. Saudações.

Luiza Erundina: tudo por uma foto.

Por Luiz Nassif, em seu portal.
 
Tenho um carinho histórico por Luiza Erundina.
Quando foi alvo de uma tentativa de golpe por parte do Tribunal de Contas do Município (TCM) devo ter sido o único jornalista a sair em sua defesa. Tinha o programa Dinheiro Vivo, na TV Gazeta, de público majoritariamente empresarial. Externei minha indignação que deve ter tido algum peso na decisão do presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Mário Amato, de visitá-la com uma comitiva de empresários, hipotecando-lhe solidariedade.
Defendia-a também quando operadores do PT criaram o caso Lubeca. E, recentemente, o Blog conduziu uma campanha de arrecadação de fundos, para ajudar Erundina a pagar uma condenação injusta dos tempos em que foi prefeita.
Sempre admirei sua luta pelos movimentos sociais, das quais sou periodicamente informado por irmãs lutadoras.
Por tudo isso, digo sem pestanejar: ao pedir demissão da candidatura de vice-prefeita de Fernando Haddad, Erundina errou, pensou só em si, não nas suas bandeiras políticas nem nos seus movimentos sociais. Foi terrivelmente individualista.
À luz das entrevistas que concedeu ontem, constata-se que os motivos foram fúteis. Estava informada da aliança do PT com Paulo Maluf; chocou-se com a foto  de Lula e Haddad com ele. Foi a foto, não a aliança, que a chocou.

Ilhéus: Carmelita anuncia chapa com Marão na vice

Do Pimenta na Muqueca.

A Professora Carmelita anunciará amanhã, 21, às 15h, a coligação e a chapa com as quais tentará quebrar tabu e tornar-se a primeira mulher prefeita de Ilhéus. O vice-prefeito Mário Alexandre, o Marão (PSD), será o seu companheiro de chapa. O desafio não é dos mais fáceis.
A chapa terá, ainda, PV, PTdoB, PPS, PMN e PSC, esta uma legenda controlada pela deputada estadual Ângela Sousa, mãe de Marão. O anúncio será no auditório do Ilhéus Praia Hotel, em frente à Catedral de São Sebastião.

Tributo a Elomar Figueira

Bira Pientel: Como diz o mestre Elomar, "o caderno do cancioneiro já está lacrado e selado". Uma bela homenagem ao grande Elomar Figueira feita por seus "malungos" Eugênio Avelino (Xangai), Saulo laranjeira e Heraldo do Monte. Lindo!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dá-lhe Leão.

Bira Pimentel: Com o Flamengo atolado em crises sucessivas, com um elenco que não impolga e que, no máximo, deverá brigar pela Sul-americana , resta-nos, como rubro-negros, apostar todas as fichas no Esporte Clube Vitória. Mesmo sem apresentar um futebol de encher os olhos, o Leão mostra-se bastante competitivo nesse início da segundona. Com o triunfo de ontem diante do Guarani, o Vitória ocupa o terceiro lugar com o mesmo número de pontos do primeiro e segundo colocados. O fato é que esse ano não existe um bicho-papão na série B. Os times estão muito nivelados e com isso, o Vitória deve brigar até o fim por uma das quatro vagas pra primeira divisão de 2013, lugar de onde nunca deveria ter saído. Já o Baêa, com seus míseros dois pontinhos em quatro rodadas e já frequentando seu lugar de origem - a zona da degola - deve cair no final do ano. É o velho elevador que se aproxima.

Canja da ótima Flávia Wenceslau.

Analogia entre Brasil e Argentina

Bira Pimentel: em minha modesta opinião, existem inúmeras controvérsias no texto do Felipe Carrilho. Primeiro, na afirmação da superioridade do futebol argentino frente ao brasileiro. Não é superior. A começar pela quantidade de títulos mundiais, 5 contra 2. A superioridade dos hermanos em títulos da Libertadores só existe pelo fato de que os clubes brasileiros só passaram a valorizar esse certame de duas décadas pra cá. E Neymar não é apenas um "ótimo" jogador, como afirma o autor. Neymar é craque, sim senhor. Se ainda não está no patamar de Messi, é apenas questão de tempo. Reconhecer o valor da escola de futebol argentina é inconteste. "Temer", como afirma o autor, jamais!
E no que se refere a cultura popular, outro equívoco. É verdade que atualmente, no Brasil, se produz um lixo musical de dar náuseas. Contudo, a Argentina jamais produzirá um Noel Rosa, um Tom Jobim, um Luiz Gonzaga e um Elomar Figueira. Inexiste diversidade musical em terras argentinas. Ouvir tango é de dar azia em sonrisal!

Por Felipe Carrilho

Quando as seleções de Brasil e Argentina duelam, parte do imaginário dos países também entra em campo. O clássico desperta sentimentos contraditórios.

Para além da rivalidade estimulada pelos meios de comunicação, que às vezes resvala no ódio, existe uma admiração discreta e mútua. É verdade que a nossa mídia conduz essa relação de maneira mais irresponsável do que a dos hermanos. Comerciais de refrigerante ou cerveja, por exemplo, reduzem a disputa à caricatura. Mas, no íntimo, cada brasileiro reconhece o valor da escola de futebol adversária.

Reconhece e teme. Esse respeito sem dúvida se deve aos feitos da seleção e dos clubes argentinos. E também a outros fatores. Admiramos e invejamos a cultura letrada fortemente arraigada no seu povo. As feições “europeias” de Buenos Aires e seus cidadãos conscientes dessa sua condição causam impacto nos turistas brasileiros. Talvez em reação a essas características, a Argentina tenha produzido no futebol um herói anárquico como Maradona.

Reconhecemos também os méritos da maneira de torcer dos argentinos. O modo dramático como se entregam à paixão futebolística comove os brasileiros. Não é à toa que parte das nossas torcidas organizadas imita os cantos e as coreografias dos nossos vizinhos. Recentemente, tem crescido o número de brasileiros que dizem se identificar mais com a seleção alviceleste do que com a nossa.

Do outro lado da fronteira, os hermanos não se preocupam tanto em camuflar esses sentimentos. “Jogo bonito” é como se referem ao nosso modo de atuar, baseado em troca de passes envolventes e dribles inesperados. Eles também demonstram uma maior intimidade com outros produtos da nossa cultura popular, como a música.

Entrevista de Ciro Gomes: "Serra já mandou algemar jornalista em poste".

Bira Pimentel: O velho e bom Ciro Gomes, mais uma vez em ação com sua língua afiadíssima. A grande diferença de Ciro pro político padrão brasileiro é a coragem de abrir a boca e falar o que pensa, mesmo que, em alguns episódios, seu caráter intempestivo traga consequências arrasadoras. Gosto desse cara!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Jequié: PDT lança pré-candidatura de Euclides Fernandes


Do Jequié Reporter, de Wilson Novaes.

O PDT de Jequié oficializou na manhã de segunda-feira (4) no plenário da Câmara de Vereadores, as pré-candidaturas do deputado estadual Euclides  Fernandes (PDT) e do presidente municipal do PSB, vice-prefeito Eduardo Lopes, em chapa majoritária que disputará as eleições municipais de outubro deste ano, numa coligação que reúne também o PMDB, PR, PSD, PTB, PSDC, PSL, PSDB, PSC, PTN  e o DEM. O encontro contou com as presenças do deputado federal Antonio Brito, deputado estadual Leur Lomanto Júnior, do presidente da Câmara Municipal Ednael Almeida e dos vereadores Euclides Júnior, Eliezer Fiim, Gutinha, Joaquim Caires, Ivan do Leite, Luiz Brito e João Cunha, do prefeito Luiz Amaral, secretários municipais, ex-prefeitos Walter Sampaio, Reinaldo Pinheiro e Waldomiro Borges de Souza e grande número de militantes dos partidos e pessoas da comunidade. O prefeito Rogério Costa, do município de Santo Estevão, falou em nome de todos os prefeitos presentes e  a trajetória do deputado Euclides Fernandes, foi narrada pelo seu amigo de muitos anos,  professor Giesy Ignácio de Souza. O deputado Antonio Brito, comunicou a retirada da pré-candidatura a prefeito pelo PTB, do médico José Bittencourt,  conclamando  todos para que elejam a chapa que estava sendo apresentada “o que permitirá que nós continuemos apoiando Jequié, como estamos fazendo nesse primeiro primeiro período de um ano e seis meses de mandato, no qual já destinamos emendas da ordem de R$ 2,6 milhões para Jequié”. Euclides Fernandes falou no encerramento do encontro sobre o compromisso que estaria assumindo a partir daquele momento de liderar um projeto de luta pelo desenvolvimento de Jequié e do seu povo”, concluiu.


O vale tudo nas Eleições de Jequié ou o Rebaixamento Programático do Partido dos Trabalhadores

Artigo. 
*Joilson Bergher

Angústia, Decepção e perplexidade é o sentimento tomado conta da cidade de Jequié após o Partido dos Trabalhadores em Reunião partidária apontar na direção, composição e aliança política a um setor com longo histórico de direita, a nosso ver representante de todo o atraso econômico, social e político dessa cidade. Pragmatismo? Desradicalização? Pergunta-se: O Partido dos Trabalhadores  portanto, tem contas a prestar tanto à esquerda quanto à direita? Ou é um governo que se pretende de união nacional, um governo que pretende fazer divergências ideológicas intransponíveis coabitarem sob o guarda-chuva do poder? Recuperar politicamente figuras desgastadas da política onde o povo a sociedade não vê, não tem confiança? Ou no caso jequieense apenas se está constatando um fato: composição entre ideologias? E o que é esse  PP se não um partido de centro-direita tanto quanto o PSDB ou PMDB? Aliás, essa sigla PP, abriga entre outros, figuras non-gratas como Paulo Maluf e Jair Bolsonaro, esse, segundo a imprensa brasileira, tido como homofóbico e racista!  Com esse ou outros partidos conservadores na aliança que o sustenta, se excluirmos o Partido dos Trabalhadores num eventual governo em Jequié, que base seria a majoritária, por exemplo no parlamento Municipal: de direita, ou de centro-direita? É fato.

domingo, 3 de junho de 2012

Palpite do Brasileirão já está bombando!

Bira Pimentel: Numa iniciativa de meu compadre Juca, idealizador e editor do "Papo de Bola", há 7 anos a principal folha de notícias esportivas do Sul da Bahia, teve início o Palpite da Rodada do Brasileirão Série A. A competição é bacana. A cada rodada do campeonato brasileiro, os participante enviam previamente o palpite de todos os jogos da rodada. A regra é simples: acertou o palpite da partida, soma 1 ponto. Acertou o palpite da partida e também o placar, soma 4 pontos. Assim como o Brasileirão, o Palpite da rodada também tem como regra os pontos corridos. No final do certame, o vencedor - aquele que somará maior número de pontos - ganhará um presente de R$ 400,00 (escolhido pelo vitorioso) e a competição terá uma confraternização entre todos os participantes com cerveja gelada e churrasco, sob a liderança de Juca.

Quero colocar nosso blog a disposição para a divulgação semanal da pontuação parcial, bem como tornar esse espaço aberto para todos que queiram "tirar onda" com os adversários, mandar informes, marcar a cerveja em Mister M aos sábados, etc. Fiquem a vontade.

Pontuação parcial com duas rodadas concluídas. Observem que estou em sétimo. Mas como não tenho vocação para cavalo paraguaio, aguardem!! rsrs.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

Flamengo: uma crise diferente das outras.

Bira Pimentel: essa é a melhor análise recente da interminável crise que ronda a Gávea. Leiam!

Por Ricardo González, no Blog Entre as Canetas.
Um bombeiro não precisa jogar pólvora numa fogueira. Basta que fique quieto, que se omita, que não cumpra o seu dever, e o fogo crescerá sozinho. O bombeiro é uma figura de linguagem para a direção do Flamengo, a do clube e a do futebol. A “crise” que vive estampada na mídia é uma das mais estranhas que já vi nesses 25 anos de cobertura esportiva. Minhas gandes dúvidas são quanto aos interessados em mantê-la viva, e aos que nada fazem para contê-la.
Ronaldinho Gaúcho é a figura de maior relevância no clube hoje, e por isso é mais fácil alvejá-lo. Mas ele está lá atrás na fila de problemas. Senão, vejamos: a “crise” do Flamengo resume-se aos 15 últimos minutos do jogo contra o Olímpia. Se eles pudessem ter sido apagados da história, o Flamengo teria vencido por 3 a 0 e estaria classificado na Libertadores. E aí, hoje, provavelmente, estaria tão “em crise” quanto estão Vasco e Fluminense, que também foram para casa mais cedo na competição. Não custa lembrar que o Flamengo foi eliminado com os mesmos 8 pontos com que o Internacional avançou.
Aí houve o Estadual. O Flamengo não foi à final. E desde quando isso significa crise?? Claro, nenhum rubro-negro acho bom perder duas semifinais de turno para o Vasco. Mas, e o próprio Vasco, também está em crise porque não foi à final do Estadual? Claro que não, nem tem de estar. O que o Vasco ganhou mais do que o Flamengo em 2012? O Flamengo é o maior vencedor em nível estadual do século, então tem de ganhar sempre??

segunda-feira, 28 de maio de 2012

PT e PP formalizam unidade em Jequié

Opinião do Blog, por Bira Pimentel. 
Confirmou-se o que os bastidores já antecipavam. O Partido dos Trabalhadores e o Partido Progressista caminharão juntos na sucessão municipal de 2012 em Jequié. Em encontro estatutário realizado no último sábado, 26, o PT deliberou, quase que por unanimidade, a aliança com o PP e a indicação de Sérgio da Gameleira como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Tânia Britto.
Do ponto de vista da atual conjuntura política jequieense, essa aliança representa um marco importante que poderá ser decisivo na sucessão do executivo municipal, bem como demonstra um incontestável amadurecimento político dos dirigentes e da militância petista de Jequié. Há que se enaltecer a postura do diretório municipal que, longe de representar capitulação, como alguns companheiros dissidentes tentam imputar, essa unidade guarda estreita obediência às deliberações da executiva estadual do partido e ao próprio governador Wagner, que não cansa de repetir que nos municípios em que o PT não esteja na frente nas pesquisas, a prioridade é coligar com partidos da base aliada, e dra. Tânia vem liderando todas as consultas até aqui realizadas. Partindo desse pressuposto, onde está o erro?
Historicamente - quem é de Jequié sabe – o PT incorreu em sucessivos erros de avaliação, em função do sectarismo de suas lideranças. O exemplo mais contundente dessa postura estreita se deu nas últimas eleições de 2008, onde Isaac Cunha tinha todas as ferramentas para tornar-se prefeito, mas viu suas aspirações esvair-se pela inabilidade em conduzir o processo político-eleitoral defendendo, de forma intransigente, e contra as orientações da executiva municipal, uma chapa “puro-sangue”. Essa conduta afastou virtuais aliados, a exemplo do próprio Luiz Amaral, que nada mais pleiteava do que uma vice na chapa do PT. O resultado todos nós sabemos, Amaral se tornou prefeito e Isaac amargou um pífio terceiro lugar.
Hoje mais cedo, pude verificar nas redes sociais, que alguns companheiros de Jequié, manifestavam seu descontentamento e ceticismo em relação à deliberação do PT. Para esses incautos mas valorosos camaradas, reafirmo que política não se faz olhando pro retrovisor. Divergências ideológicas sempre irão existir. Não se trata da disputa do poder pelo poder. Se trata sim de um pragmatismo necessário para colocar nosso adormecido município no caminho do desenvolvimento econômico e social. Esse cenário nos remetem a 2002 quando da aliança do PT com o PL, partido representante da burguesia e do grande empresariado nacional. Lula, à época, foi execrado pelas correntes de extrema-esquerda do partido. E deu no que deu. Não fosse a quebra de paradigma, o PT não estaria há dez anos no poder e o país certamente ainda estaria no ostracismo do subdesenvolvimento deixado por FHC.
Marcelo Aguiar, presidente municipal do PT em Jequié
Por fim, não poderia deixar de destacar a seriedade e lucidez daqueles que dirigem o partido dos trabalhadores em Jequié, a começar por seu presidente Marcelo Aguiar, meu candidato a vereador, e principal arquiteto dessa promissora aliança que ora se materializa. Mesmo com a tentativa de ingerência aos quarenta e cinco do segundo tempo, do inapto e vacilante Jonas Paulo, o presidente teve pulso forte e não declinou do projeto em curso. Everaldo Anunciação, futuro presidente do PT na Bahia tem que ser lembrado pela clarividência e extrema capacidade de antever os acontecimentos na política. Os vereadores Davidson e Wanderlei pela contribuição parlamentar e aval institucional e sobretudo a Sérgio da Gameleira que despiu-se da vaidade e secundarizou a aspiração “pessoal” de ser prefeito de Jequié em prol de um projeto mais amplo e participativo.
A todos esses valorosos companheiros, minhas saudações. Vamos em frente, sem mágoas e sem ressentimentos. Vamos em frente por Jequié.

Imprensa: a deformação moral que envergonha o país

Artigo

*Joilson Bergher

Deformada, vendida, medíocre, fascista, desumana, aviltante, A-ética, grosseira, humilhante: assim está parte da imprensa no Brasil. Muito difícil, afirmo, impossível se calar diante de mais um fato extremamente lamentável, cruel - quando uma Pseudo-jornalista  externando exatamente um conteúdo, o pensamento arcaico, conservador, sexista, racista, classista, SIONISTA dessa tal emissora, melhor, de todas elas! O fato: O Programa se chama 'Brasil Urgente', 12ª delegacia de Itapuã, o cidadão acusado de estupro Paulo Sérgio Silva Cunha, é exposto ao 'mundo' não pelo fato do estupro em si (?) Mas por não saber pronunciar uma determinada palavra do vocabulário no Brasil. O determinante em tal episódio é o fato de o acusado ter a pele preta, ser desdentado e desempregado, ter cabelo crespo, não ter ido a escola.
Fico com vergonha, perplexo ao ver como a propaganda midiática em torno do 'vampirismo de programações baixas', tratando de noticias do cotidiano de determinada categoria social do país. São porcos e manipuladores. Essa aprendiz de repórter ao humilhar o rapaz, revela todo o seu desprezo a quem de fato não teve ou não tem tido a possibilidade de acesso ao conhecimento, mínimo que seja. Aliás, ela mesma, tem a pele clara, lisa, bem vestida, deve ter tido acesso a boas escolas, usa bons perfumes, se depila, deve ter veículo próprio. Importante atentarmos para afirmação do professor-Doutor em Comunicação e Ética da UFBA, Edson Fernando Dalmonte “O discurso da repórter representa uma parcela da população.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sugestão de Leitura: Steve Jobs por Walter Isaacson

Opinião do blog, por Bira Pimentel
A biografia oficial de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson, é ao mesmo tempo polêmica e intrigante. Primeiro porque as memórias foram encomendadas pelo próprio biografado ainda em vida e segundo porque, em nenhum momento, Steve Jobs teve acesso ao texto e nem revisou os manuscritos, distoando de sua personalidade controladora.
A sinopse do livro já diz tudo, vejam nas palavras do autor: “Ao nascer, foi entregue para adoção por sua mãe solteira. Na escola, destacou-se tanto pela inteligência como pela indisciplina e molecagem. Aos 15 anos, teve um primeiro emprego na HP, comprou um carro velho e passou a fumar maconha. Aos 17, foi morar com a namorada. Aos 19, descalço, vegetariano radical e zen-budista, consumidor de LSD, largou a faculdade e arranjou um emprego na Atari, onde quase ninguém suportava sua arrogância e seu mau cheiro. Na mesma época, fez uma peregrinação de sete meses à Índia. Aos 20, associou-se ao gênio Steve Wozniak e abriu uma firma chamada Apple. Aos 25, já era milionário. Aos 30 foi expulso de sua própria empresa. Doze anos depois voltou para salvá-la da falência e transformá-la na empresa mais valiosa do mundo”.
Assim foi Steve Jobs, gênio da criatividade e da inovação e um babaca detestável como pessoa e gestor. Os teóricos da Administração certamente enfrentam dificuldades ao retratá-lo. Em pleno século XXI, onde o culto da liderança participativa e da descentralização do poder são tidos como verdade absoluta, Jobs situa-se na contracorrente dessa teoria. Nunca foi um expert em informática e engenharia eletrônica, mas foi um visionário, antecipando-se às tendências e criando produtos inovadores que elevaram a Apple ao posto de empresa mais valiosa do mundo. Cultivou diversas inimizades, principalmente daquelas pessoas que tiveram o azar de cruzarem seu caminho e discordarem de suas teses. Para Steve não existia um meio-termo. Qualquer projeto que era levado à sua apreciação, ou era magnífico ou era uma bosta. Teve conflitos homéricos com Bill Gates, da Microsoft, sobretudo quando o assunto era a integração entre hardware e software. Ao contrário de Gates, que produzia softwares, como o Windows, para diversas outras empresas, Jobs acreditava na integração total entre máquina e aplicativos, o que possibilitou a blindagem dos produtos da Apple contra cópias. Morreu brigando com Gates sobre esse tema.
O legado de Steve Jobs é inquestionável. Seu perfeccionismo pode ser notado nos mínimos detalhes dos produtos que criou. Enquanto escrevo esse texto, num Ipad da Apple, constato que a busca frenética pela perfeição e inovação fizeram de Jobs uma das figuras mais emblemáticas de nosso tempo.

Isso é jornalismo?

Bira Pimentel: repercute em toda a blogosfera o vídeo abaixo, em que uma "jornalista" da Band Bahia entrevista um jovem supostamente acusado de assalto e estupro. O deboche e a humilhação são deprimentes. Isso não é jornalismo, é agressão aos Direitos Humanos, é galhofa. E o pior é que todos os programas policialescos e sensacionalistas da TV brasileira vão na mesma linha, com a conivência da polícia que abre espaço para essa palhaçada. Se a Band Bahia for uma empresa séria, tem que demitir sumariamente essa égua travestida de repórter. Um absurdo!

Artigo: Hungria, laboratório do Capitalismo e da agiotagem.

Por Joilson Bergher*

Século 19: lutas por emancipações na política e na economia. O povo húngaro consegue a sua dentro do Império Habsburgo, em 1848, autonomia, finalmente em 1849, independência. Este país se localiza no leste Europeu. Faz fronteiras com muitos países, designadamente, a Eslováquia, a Ucrânia, a Roménia, a Sérvia, a Croácia, a Eslovénia e a Áustria. O seu território é essencialmente plano, com montanhas de baixa altitude a norte. O Lago Balatão, uma estância turística muito popular, é o maior lago da Europa Central. E, mais: A sua música popular serviu de inspiração a grandes compositores como Liszt, Bartók e Kodály. Entre os húngaros mais famosos, são de destacar Albert Szent-Györgyi, que descobriu a vitamina C, Imre Kertész, Prémio Nobel da Literatura, e o realizador István Szabó, vencedor de um oscar. Século XX: Uma revolução de  proporções socialista, capitneada por Béla Kun, se estabelecera. 1919. trabalhadores, estudantes, camponeses, idosos, jovens, mulheres – tudo fervilhava em torno de grandes movimentações sociais. Era a conquista do poder. Cria-se então a República Soviética da Hungria. Essa seria a segunda revolução com um caráter de classe, já que a primeira havia sido a ocorrida na Rússia em 1917, sob a guarda dos Bolcheviques. Um detralhe. É bom afirmar que à série de revoluções, no periodo 1848, na Europa central e oriental que eclodiram em função de regimes governamentais autocráticos, de crises econômicas, de falta de representação política das classes médias e do nacionalismo despertado nas minorias da Europa central e oriental, que abalaram as monarquias da Europa, onde tinham fracassado as tentativas de reformas políticas e econômicas.

A força do futebol carioca...Na Bahia.

Bira Pimentel: Números mais que questionáveis. A hegemonia do Flamengo é muito maior que os dados abaixo.

Do Pimenta na Muqueca.

A Sócio-Estatística e a GPE fizeram pesquisas no interior do Estado para aferir para qual time torcem os baianos. Em Ubaitaba, 33,2% torcem para o Flamengo e 17,4% preferem o Vasco da Gama. O Bahia tem apenas 3,2% dos torcedores, à frente do Vitória, com 2,7%. Outros clubes aparecem com índices abaixo de 5%. Foram ouvidas 408 pessoas no município sul-baiano

A pesquisa também foi feita em Itapetinga, onde foram ouvidas 702 pessoas. E lá, novamente, o Flamengo é o preferido, com 28,9%. O Vasco da Gama é o vice na preferência, com 14,1%. O Bahia aparece com 3,3% e o Vitória atingiu 3%. As pesquisas foram feitas agora em maio. Nos dois municípios, clubes paulistas aparecem com percentuais abaixo de 3,7% (obtido pelo Corinthians em Itapetinga).

Bahia e Vitória conseguem índices bem melhores em municípios mais próximos de Salvador. Em Alagoinhas, o Bahia possui 15,4% do universo de torcedores e o Vitória atinge 11,5%. Já em Dias D´Ávila, 34,1% são Tricolor de Aço e 14,4% preferem o rubro-negro baiano. Os resultados da pesquisa foram divulgados pela Sócio-Estatística no blog da empresa.

Quarta-feira de cinzas pro Vice da Gama e Florminense. Ainda acho é pouco.






terça-feira, 15 de maio de 2012

Sugestão de leitura: "Apoiando Hitler - Consentimento e Coerção na Alemanha Nazista"

Por Bira Pimentel.
O livro “Apoiando Hitler - Consentimento e coerção na Alemanha Nazista””, do historiador Robert Gellately, pode ser considerado como um desses textos que destoam da vasta literatura já produzida sobre o Nazismo e a Segunda Guerra Mundial. Recheado de documentos que comprovam sua tese, o autor revela que, ao contrário do que pensa boa parte da opinião pública internacional, o povo alemão consentiu e apoiou as atrocidades implementadas por Adolf Hitler. Contudo, essa atitude de consentimento da população alemã para com o Nacional-Socialismo, deve ser entendida dentro do contexto histórico em que a Alemanha vivia na época. A chegada do Partido Nazista ao poder em 1933, e a consequente indicação de Hitler como chanceler do III Reich, se deu num momento em que a Alemanha vivia mergulhada numa tremenda recessão econômica com desemprego em níveis estratosféricos, inflação galopante, a auto-estima da população abalada pela perda da Primeira Guerra Mundial e com o governo anterior – A república de Weimar – sem conseguir debelar a crise social que se avolumava. Dessa forma, a partir de fevereiro de 1933, os Nazistas foram extremamente competentes em estabilizar a economia, gerar empregos e restabelecer o sentimento nacionalista na combalida sociedade alemã.
Acontece que a verdadeira filosofia nacional-socialista viria a tona no decorrer da década de 30 com a corrida armamentista e a implacável perseguição aos judeus. Nesse período, mais ou menos 1935/36, a população alemã já estava ganha para a causa Nazista. O país tinha conseguido sair da crise econômica, os empregos voltaram e com ele a auto-estima arraigada no patriotismo do povo. O que se observou a partir daquele período até a efetiva perda da guerra em 45 foi não só o consentimento da sociedade alemã com todos os crimes do füher, como principalmente, a participação direta de homens e mulheres na delação dos supostos “inimigos” da nação. A Gestapo – polícia política do Terceiro Reich, comandada por Goring – recebia diariamente um incontável número de denúncias de alemães civis contra judeus e estrangeiros e não hesitava em prender, torturar e matar milhares de não-alemães sem nenhum julgamento prévio.
O livro é bastante envolvente e contribui efetivamente para uma compreensão mais aprofundada dos meandros do Nazismo no período mais triste da história da humanidade. Vale a pena ler.

A despedida de José Carlos Araújo (O garotinho) da Rádio Globo após 42 anos de locução esportiva

Bira Pimentel: A turma da minha geração sabe muito bem quem é esse rapaz aí do lado. José Carlos Araújo foi o sucessor de Jorge Cury na rádio Globo e narrou partidas homéricas dos quatro grandes do Rio de Janeiro, numa época em que as transmissões televisivas eram raras no futebol brasileiro. A verdade é que a Rádio Globo formou uma verdadeira legião de torcedores dos times do Rio, principalmente no Norte-Nordeste, e se o Flamengo tem hoje a maior torcida do mundo, deve-se parcela generosa à abrangência do sinal da rádio Globo, que chegava aos mais longínquos lugarejos desse imenso país, com o inconfundível slogan: "brasileiro não vive sem rádio". Boa sorte ao "garotinho" e obrigado pela incontável quantidade de gols do Mengão que ele narrou.

Do Jequié Repórter.

O narrador esportivo José Carlos Araújo, 71 anos de idade, despediu-se dos microfones da Rádio Globo AM, do Rio Janeiro, onde  trabalhou durante  42 anos narrando os principais títulos da história de Fluminense, Botafogo, Flamengo e Vasco.  A despedida aconteceu no  domingo (13), no intervalo da final do Campeonato Carioca, em que o Fluminense sagrou-se Campeão Estadual de 2012, vencendo pela na segunda partida  o Botafogo por 1×0 (na primeira,  a vitória foi por 4×1). José Carlos Araújo passa a comandar a partir de agora  o projeto de uma rádio 100% esportiva  na capital carioca.  O jogo de despedida em que ele narrou apenas o primeiro tempo  teve o sabor de  uma estreia.  “A gente tem sempre entusiasmo. A cada jogo é uma história diferente”, disse o locutor, ao canal SportTV.   Além de José Carlos Araújo, o comentarista Gerson – canhotinha de ouro –  campeão mundial com a Seleção Brasileira no México, em 1970, também se despediu da emissora. No seu jogo de despedida, o Garotinho, não teve o privilégio de narrar o gol de Rafael Moura que deu o título ao Tricolor, cabendo a Luiz Penido, que transmitiu os 45 minutos finais da partida e, a partir de agora, será o substituto.


"Quem não cumpre acordo, não tem futuro na política"

Bira Pimentel: essa é porreta. O PC do B falando em cumprimento de acordo. Nunca cumpriram. E Ilhéus é mais um exemplo.

Do Pimenta na Muqueca.

O procurador federal Israel Nunes (PCdoB) disse que ainda não está definido se ele será o vice do prefeiturável Jabes Ribeiro (PP). Os dois partidos fecharam acordo no final da semana passada, num golpe quase mortal contra a Plenária Unificada, um arranjo de partidos do qual deveria sair uma chapa para disputar a Prefeitura de Ilhéus.

Numa entrevista ao Cena Baiana, Israel Nunes diz que a posição de vice está em aberto para possibilitar a atração de novas legendas e das negociações em torno das coligações para a disputa de vagas na Câmara de Vereadores.

“Respeitamos e cumprimos os acordos, assim como exigimos que os acordos sejam cumpridos. Em política, quem não cumpre acordo não tem futuro”, diz Israel. Confira a íntegra da entrevista.

domingo, 13 de maio de 2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

Disputa territorial entre Itabuna e Ilhéus: DEBATE IMPRODUTIVO!

Bira Pimentel: Leiam a matéria. Comento na sequência.

Do Pimenta na Muqueca.

A proposta da Prefeitura de Itabuna de tomar parte do território ilheense onde está situada a loja do Makro, no quilômetro 24 da rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), foi rebatida pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Nesta terça, 8, houve reunião entre representantes da SEI e das prefeituras dos dois municípios, em Salvador, quando a SEI negou o pedido itabunense, conta o Jornal Bahia Online.
Itabuna também quer que os novos limites territoriais avancem até a área próxima à sede regional da Ceplac, no quilômetro 19 da rodovia que integra os dois municípios. O chefe de Gabinete do prefeito Newton Lima, José Nazal, disse ao JBO que Ilhéus não acatará o pedido, que significaria “perda substancial de terras para Itabuna”.
A área vizinha à Ceplac pretendida por Itabuna é tida como estratégica, pois é apontada como área possível para a construção do novo Aeroporto Internacional. E poderia também abrigar a sede da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba) caso a proposta itabunense fosse aprovada.
Após as discussões técnicas, novo embate entre Ilhéus e Itabuna acontecerá na Assembleia Legislativa, que dará a palavra final neste imbróglio que reacende as disputas das décadas de 60 e 70. Ganhará quem tiver mais força política.

Voltei: 
A contenda territorial entre Ilhéus e Itabuna, que remonta da década de 60, é um desses assuntos chatos e improdutivos que em nada contribui para o desenvolvimento econômico do sul baiano. A visão míope das lideranças regionais secundariza a discussão do que realmente importa, um planejamento estratégico amplo e irrestrito de criação de uma região metropolitana economicamente forte e que envolva projetos estruturantes que possibilitem a saída de Itabuna e Ilhéus do atoleiro em que se encontram.
Me recordo agora das aulas de economia regional do professor Marcelo Santos na Uesc, lá pelos idos de 92, em que era recorrente o discurso de que o sul da Bahia vivia do passado áureo do cacau cuja economia já vinha sendo combalida pelo advento da vassoura de bruxa. E notem que me refiro a noventa e dois, ou seja, vinte anos atrás. De lá para cá, Itabuna e Ilhéus só fizeram involuir com ingerência política de péssima qualidade, prefeitos medíocres e deputados inoperantes. Os céticos podem até argumentar que não só Itabuna e Ilhéus mas todo o Brasil estagnou na década de noventa. Tudo bem, concordo que FHC quebrou o país e deixou um legado de caos social. Contudo, a eleição de Lula em 2002 possibilitou a retomada do crescimento  econômico, da geração de emprego e renda, e nesse ínterim Itabuna e Ilhéus assistiram de camarote a alavancagem econômica de Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Barreiras, Juazeiro, entre outros municípios até então de menor porte. Resultado: temos por um lado um Brasil e uma Bahia que crescem, e por outro uma Itabuna e Ilhéus que regridem com os modelos anacrônicos de governar de seus Fernandos, Geraldos, Jabes, Azevedos e por aí vai...
Na realidade, existe um imenso potencial econômico sub-explorado na região cacaueira. Itabuna e Ilhéus, juntas, podem ser muito fortes. Não só o turismo, fruto de uma característica inata de Ilhéus, e que mesmo assim é decadente, mas o comércio, a indústria e a agricultura bem pensados e estruturados, podem se constituir no motor de alavancagem do desenvolvimento regional. Teremos em breve uma importante ferrovia que escoará para outros continentes, através do porto-sul, boa parte das riquezas nacionais. Teremos um aeroporto internacional na região. Teremos uma universidade federal na região. E diante de toda essa perspectiva de desenvolvimento sócio-econômico, os imbecis que governam Ilhéus e Itabuna, fazem incursões na BR 415 discutindo aonde irão fincar uma estaca de divisão territorial dos dois municípios. Desculpem a franqueza, mas a chegada dos 40 anos nos fazem mais intransigentes com os embusteiros políticos que sempre fizeram essa região agonizar. Bira Pimentel.

Jaques Wagner se encontrará com o Papa Bento 16 nesta quinta

Bira Pimentel: com a lascança dando na canela, como diz Jessier Quirino, o governador vai passear no Vaticano pra bater papo com Joseph Ratzinger, o papa da extrema-direita que representa tudo de mais atrasado que existe na ultra-conservadora igreja católica. Espero que Wagner pelo menos peça a Bento 16 que reze pra chover no interior da Bahia, porque se for depender de carro-pipa, o sertanejo morre de sede.
 
Do Bahia Notícias.
 
O governador Jaques Wagner embarca, na noite desta terça-feira (8), para Roma, na Itália, a convite do Congresso Judaico Latino-Americano, para participar de delegação que se encontrará com o Papa Bento 16. O gestor fará parte do grupo que terá audiência privada com o pontífice na próxima quinta-feira (10), no Vaticano. A intenção seria “estreitar os vínculos entre católicos e judeus na região”. Não se sabe ainda se o judeu Wagner pedirá a benção de Joseph Ratzinger para conseguir resolver problemas como a greve de professores, a seca no estado e até a disputa sucessória nos municípios baianos.

São João se aproxima. Canja de Flávio José.

Record expõe relações Veja-Cachoeira

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador.

Bob Civita ficou mais parecido com Rupert Murdoch – o barão da mídia investigado por ações criminosas na Inglaterra.
Bob e Abril foram pra tela da TV, em horário nobre: 15 minutos devastadores de reportagem – bem editada, didática, com texto sóbrio e ótimos entrevistados. E isso tudo não se passou num canal de notícias, a cabo. Não. Foi na TV aberta, num domingo à noite. As relações entre ”Veja”  e a quadrilha de Carlinhos Cachoeira foram expostas de maneira inédita para milhões de brasileiros.
Quem navega pelos blogs e as redes sociais talvez já conhecesse boa parte das informações apresentadas na boa reportagem de Afonso Mônaco, no Domingo Espetacular da Record. Mas o público da TV aberta é outro. Esse foi o grande mérito da matéria. Falou para gente que ainda não sabia detalhes dos fatos.
Além disso, serviu para “furar o cerco”. Há, claramente, um pacto entre a chamada “grande imprensa”. Ninguém avança nas investigações sobre “Veja”/Cachoeira. Nesse domingo mesmo, de forma tímida, a ombudsman da “Folha” cobrou do jornal mais informações. Pelo que se sabe, os chamados “barões da imprensa” fizeram um pacto e teriam mandado recados ao governo: não aceitarão a convocação de nenhum deles à CPI.

TJ-Ba reconduz Loiola à Câmara

Bira Pimentel: que esse interminável imbróglio que envolve o legislativo itabunense sirva de lição para a população varrer essa corja de corruptos para o arquivo morto da política nas eleições desse ano.

Do Pimenta

O ex-presidente da Câmara de Itabuna, Clóvis Loiola (PSDC), acaba de retomar o mandato por decisão liminar do desembargador José Olegário Monção Caldas, do Tribunal de Justiça da Bahia. Apenas Roberto de Souza (PR) e Raimundo Pólvora (DEM) permanecem afastados.
Clóvis Loiola estava afastado do mandato desde o dia 26 de janeiro deste ano, por envolvimento com fraudes em licitações e esquema de empresas fantasmas. O afastamento determinado ao ex-presidente e aos outros cinco vereadores no final de abril está relacionado à Máfia do Consignado, que teria desviado mais de R$ 2,8 milhões por meio de adulteração de contracheques de vereadores e assessores.
No último dia 26 de abril, a juíza Rosineide Almeida, da 1ª Vara da Fazenda Pública em Itabuna, afastou Loiola, Roberto e Raimundo, além de Solon Pinheiro (DEM), Ricardo Bacelar (PSC) e Wenceslau Júnior. Na sexta, 4, o desembargador determinou o retorno de Solon e Bacelar. Na quinta, 3, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Mário Alberto Hirs, decidiu pelo retorno de Wenceslau.

A DANÇA DAS CADEIRAS

Nesta terça-feira, 8, tomaram posse como vereadores por 90 dias, os suplentes Maria Neide Oliveira, a Neide de Carlito (hoje no PTN), e Josué Brandão Junior (hoje no PT).
Os dois substituem os vereadores José Raimundo Pólvora (DEM) e Roberto de Souza (PR) que continuam afastados judicialmente dos mandatos, por suspeita de participação na “Máfia dos Consignados”.
Com isso, retornou à condição de suplente Glaby Andrade (Glebão, PV). Ele assumiu o mandato temporário, por 90 dias até o dia 4 passado. Nadson Monteiro (PPS) continua vereador.