"[...] Na istrada do disingano/andei de noite e de dia/inludido percurano/aprendê o qui num sabia [...]" (Elomar Figueira Melo. Desafio - Fragmento do quinto canto: Das violas da morte, do Auto da Catingueira)





segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O outrora todo poderoso PFL está esfacelando-se

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou hoje em entrevista que deixará o DEM a partir de 2011. Especula-se que o destino de Kassab deve ser o PMDB. Êta partido do coração grande esse PMDB.
Pelo visto, o que foi profetizado por Lula num palanque em Florianópolis durante a campanha de Dilma, vai se concretizar sem muito esforço. Lembro que na época, os arautos da direita e a grande mídia bradaram de insatisfação com o que, segundo eles, era uma inaceitável arrogância do presidente da república em afirmar que o DEM precisava ser extirpado da política brasileira.

Na realidade, os Democratas passam por um processo de autofagia. Elegeram apenas 2 governadores de Estados sem expressão, Santa Catarina e Rio Grande do Norte. Viram sua bancada de deputados federais e senadores diminuirem sensivelmente e indicaram um débil mental, Indio da Costa, pra vice de Serra, que mais tirou votos do que agregou à campanha. Ademais, enfrentam uma grave crise interna de comando. O presidente da legenda, Rodrigo Maia (o mauricinho do Rio) é visto por alguns quadros do partido como incompetente pra abrandar os conflitos internos que insistem em se multiplicar.

Aqui na Bahia não é diferente. A derrota acachapante de Paulo Souto e a debandada cada vez maior de prefeitos para a base aliada do governo Wagner, aniquilaram a legenda na Bahia. Nem de longe lembra a mão de ferro de ACM. Fatores como esses é que ratificam o caráter cíclico da História. O outrora todo poderoso PFL ficou pequeno. A democracia agradece. Um câncer a menos na política.

Para Deputado filho Gay precisa apanhar

Do Bahia Notícias,


O deputado federal e militar Jair Bolsonaro (PP-RJ), afirmou em entrevista ao programa “Participação Popular" da TV Câmara na última quinta-feira (18) que os pais deveriam dar um “couro” nos filhos com tendências homossexuais para mudarem de comportamento. Ele e o também deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE), presidente da Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente, discutiam sobre a Lei da Palmada, quando Bolsonaro afirmou: “o filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem”. Apesar de polêmica, essa não foi a primeira declaração duvidosa do parlamentar. Em 2000, ele apoiou publicamente a tortura de presos em casos de sequestros e outras situações, onde sob fortes ameaças o detento pudesse emitir informações que salvassem vidas. Com informações da Revista lado A.

Paulinho Pedra Azul em Conquista.

Paulinho Pedra Azul fará única apresentação em Vitória da Conquista, no próximo dia 30/11, durante inauguração do do Centro de Convenções da União Espírita de Vitória da Conquista. O preço é convidativo, R$ 20,00.

Paulinho Pedra Azul canta a música de raiz do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, e apesar de andar sumido nos últimos anos, tem composições lindas. Vale a pena conferir a cantoria. Abaixo segue uma canja de Jardim da Fantasia, uma de suas mais conhecidas canções.


Mídia e eleições: “A guerra se deu entre o preconceito e a verdadeira informação”

Em entrevista à Carta Maior, Marilena Chauí avalia a guerra eleitoral travada na disputa presidencial e chama a atenção para a dificuldade que a oposição teve em manter um alvo único na criação da imagem de Dilma Rousseff: “o preconceito começou com a guerrilheira, não deu certo; passou, então, para a administradora sem experiência política, não deu certo; passou para a afilhada de Lula, não deu certo; desembestou na fúria anti-aborto, e não deu certo. E não deu certo porque a população dispõe dos fatos concretos resultantes das políticas do governo Lula”. Para a professora de Filosofia da USP, essa foi a novidade mais instigante da eleição: a guerra se deu entre o preconceito e a verdadeira informação. E esta última venceu.

Redação, no site da Carta Maior

CARTA MAIOR: Qual sua avaliação sobre a cobertura da chamada grande mídia brasileira nas eleições deste ano? Na sua opinião, houve alguma surpresa ou novidade em relação à eleição anterior?

MARILENA CHAUÍ: Eu diria que, desta vez, o cerco foi mais intenso, assumindo tons de guerra, mais do que mera polarização de opiniões políticas. Mas não foi surpresa: se considerarmos que 92% da população aprovam o governo Lula como ótimo e bom, 4% o consideram regular, restam 4% de desaprovação a qual está concentrada nos meios de comunicação. São as empresas e seus empregados que representam esses 4% e são eles quem têm o poder de fogo para a guerra.
O interessante foi a dificuldade para manter um alvo único na criação da imagem de Dilma Rousseff: o preconceito começou com a guerrilheira, não deu certo; passou, então, para a administradora sem experiência política, não deu certo; passou, então, para a afilhada de Lula, não deu certo; desembestou na fúria anti-aborto, e não deu certo. E não deu certo porque a população dispõe dos fatos concretos resultantes das políticas do governo Lula.
Isso me parece a novidade mais instigante, isto é, uma sociedade diretamente informada pelas ações governamentais que mudaram seu modo de vida e suas perspectivas, de maneira que a guerra se deu entre o preconceito e a verdadeira informação.

Resultados do brasileirão

No tocante aos palpites da rodada do brasileirão, devo admtir que minha bola de cristal estava meio fora de foco esse final de semana. Errei todos os prognósticos.
Alguns jogos merecem destaque:

1) O São Paulo entregou literalmente o jogo pras tricoletes das Laranjeiras. "Vingança é um prato que se come frio", já dizia o ditado. E o São Paulo devolveu a gentileza que o Curitia fez ao Flamengo no penúltimo jogo do ano passado. Quem acompanha futebol de perto, sabe da história.
O flu botou as duas mãos na taça. O Palmeiras certamente deverá facilitar também, e o Flu vai enfrentar um Guarani já rebaixado na última rodada. Parabéns antecipado ao Fluminense. Pra mim já é campeão brasileiro de 2010.

2) O Vitória pressionou o "Timão" durante todo o segundo tempo, todavia não conseguiu marcar. Resultado: um empate que não serviu pra nenhum dos dois. O Leão, com a vitória do Avaí sobre o Atlético/Go, entrou na Zona da degola, e tem dois jogos defíceis na sequência. O Inter jogando em casa, mesmo de férias é pedreira pra qualquer adversário. O Vitória fecha sua participação contra o Atlético/Go no Barradão. Na minha opinião esse último confronto define a vida do Vitória. Aindo creio na permanência do Leão na série A.

3)Mesmo com o magro placar de 2 x 1, o Mengão garantiu os 3 pontos e se afastou da Z4. Agora precisamos apenas de um empate contra Cruzeiro, no Engenhão, ou contra o Santos, na Vila. A tarefa ficou bem mais fácil. Reafirmo o que disse no post anterior. Quando a Nação Rubro-Negra invade o estádio de futebol, fica muito difícil segurar o Mengão.

Quem sabe na próxima rodada, eu tenha uma pontaria mais certeira nos placares? Vamos aguardar.

domingo, 21 de novembro de 2010

Estudante de Direito é vítima de racismo na PUC de São Paulo


A estudante do último ano de direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) Meire Rose Morais sofreu ofensas com conteúdo racista de uma colega de sala. De acordo com ela, as agressões se deram em uma lista de e-mails. Meire relata que é comum os bolsistas negros do Prouni serem tratados de maneira preconceituosa.
“Ela manda os e-mails com vários contextos que discriminam a questão racial: ‘esse creme que você usa para emplastar seu cabelo’.  Ela faz uma ofensa pelos elementos raciais que eu possuo. Eu tenho o cabelo crespo, cacheado e para ele não armar muito eu passo bastante creme.”

Vida normal em Brasília

Deu no Correio Braziliense
De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi



Com notável rapidez, a vida política brasileira se normalizou depois das eleições. Há apenas três semanas, o clima era de intensas emoções. Hoje, tudo está calmo.


Se Serra tivesse vencido, o quadro seria, com certeza, diferente. Os três poderes da República teriam entrado em compasso de espera, ninguém sabendo como ficariam e qual seria o jogo entre eles. O mais afetado seria o Executivo, por razões evidentes. O Planalto e a Esplanada estariam no meio de um turbilhão.

Pérola de Domingo - Consuelo de Paula e Rolando Boldrin

Caros,

Rolando Boldrin dispensa comentários porém Consuelo de Paula, que é bem menos conhecida, tem uma das mais belas vozes da música popular brasileira contemporânea. Também é compositora e produtora musical. Tenho todos os seus discos e "Samba, Tambor e Flor", tem uma melodia ímpar. Um disco perfeito.


O papel de Lula no governo de Dilma

Por Ricardo Kotscho, no Blog Balaio do Kotscho

Num ponto, pelo menos, as personalidades de Lula e Dilma são muito semelhantes: os dois são teimosos, não gostam muito de ouvir palpites e conselhos, e apreciam exercer a autoridade, às vezes de forma brusca, deixando claro quem manda.
Por isso mesmo, não dou crédito a esta história de que o governo Dilma será apenas um terceiro mandato de Lula com outro nome. Quem diz isso não conhece a Dilma nem o Lula.

O DEM não tem jeito mesmo!!!

Os reacionários Democratas não tomam jeito mesmo. Depois de governarem a Bahia com o chicote na mão por mais de duas décadas e deixarem o Estado a mingua, agora querem impedir judicialmente que o governo Wagner beneficie a parcela mais sofrida dessa imensa Bahia: a população do semi-árido e do sertão baiano. Questionam na justiça, a destinação de mais de R$ 36,7 milhões para construção de cisternas e sanitários, durante os três meses que antecederam as eleições. A representação do DEM pede a cassação o diploma de Jacques Wagner argumentando que o governador fez uso eleitoral da máquina pública num período pré-eleitoral. A CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional), responsável pelo projeto das cisternas, havia assinado a obra em 2009. Portanto, o que aconteceu em 2010 foi apenas a entrega do benefício.

Outro argumento hilário dos Demos é que a entrega das cisternas influenciaram os votos dos grotões da Bahia pró Wagner. Realmente a alegação é de uma imbecilidade sem tamanho, haja vista que Wagner se reelegeu com 4,1 milhões de votos e venceu em todas as regiões do Estado indistintamente.

A verba para a construção das cisternas tem sua maior monta vinda do Banco Mundial (80%) e as entregas foram pré-programadas. Dessa forma as denúncias são literalmente infundadas.

Que os Democratas nunca se importaram com as agruras do povo mais pobre do sertão baiano, isso não é novidade pra ninguém, vide os votos de Paulo Souto no Norte e Oeste da Bahia. Todavia, tentar impedir que o atual governo entregue ÁGUA ao povo, já é demais.

sábado, 20 de novembro de 2010

Mengão Cruel!!!!

Acabou. O Mengão devastador brocou o bugre. 2 x 1.

Já o BBV (Baêa Bate-Volta) parece que já encarnou a atuação do ano que vem. Perdeu pro timaço do Santo André em Salvador. Já imagino a vergonha que vai fazer a Bahia passar em 2011.

Pausa pra "Mister M"

Hoje é sábado, e sábado é dia de tomar uma gelada. Portanto vou dar uma pausa nos posts.
O bar do ministro da educação - Mister M - é o ponto de encontro dos amigos pra falar de política, futebol e fofocar sobre tudo, tudo mesmo.

Até mais.

20 de Novembro - dia da Consciência Negra

Viva a diversidade.
Viva a miscigenação.
Viva os negros do mundo.
20 de novembro dia mundial da consciência negra.



Palpites da Rodada



Vamos tentar exercer a prerrogativa da adivinhação. Pra isso, irei listar os jogos da rodada do brasileirão e dar um palpite pra cada um. Ao final da rodada faremos a conferência e comentários. Lá vai:





Grêmio 1 x 2 Atlético/Pr - O Grêmio não conseguirá ir à Libertadores. Vai decepcionar na reta final. Paulo Bayer e Cia. agradecem.

Grêmio Prudente 2 x 2 Ceará - Jogo duríssimo (de assistir). Depois que sacramentou a degola, o Grêmio falso do interior paulista anda endurecendo os jogos. E o Ceará não representa seu belo Estado a contento.

Flamengo 3 x 1 Guarani - O mengão tira o pé da lama e afasta de vez o risco da degola, para tristeza de tricolores, alvinegros e cruzmaltinos. Diogo desencanta e faz os 3 gols, porém a defesa pra variar toma um gol do bugre.

São Paulo 1 x 1 Fluminense - As meninas do São Paulo ainda nutrem esperança pela Libertadores. Portanto vão tirar 2 pontinhos das tricoletes das laranjeiras.

Botafogo 3 x 0 Internacional - Apesar de toda sua irregularidade o Fogão não terá dificuldade de atropelar o Inter no Engenhão.

Palmeiras 1 x 2 Atlético/Mg - confirmando sua ascenção, o Galo vai virar pra cima do Palmeiras do insuportável Filipão. O Galo não será rebaixado, podem escrever.

Vitória 1 x 0 Corinthians - Apesar do placar magro, será o melhor jogo da rodada. O Leão fará prevalecer sua autoridade no caldeirão do barradão. Fará 1 a zero no primeiro tempo e resistirá à pressão do Curintia.

Avaí 0 x 0 Atlético/Go - Jogo terrível!!! terminará sem alteração no placar.

Goiás 2 x 3 Santos - O esmeraldino dará seu ultimo suspiro no atual certame e vai disputar a segundona ano que vem. o irregular Santos surpreende mais uma vez.

Cruzeiro 4 x 0 Vasco - Em Sete Lagoas, o Cruzeiro com muita raiva das últimas arbitragens, desconta tudo no pobre do bacalhau. 4 a zero fácil com direito a olé no final. Com o empate do flu e derrota do "Timão" a raposinha entra de novo no páreo.


Essas previsões futebolísticas são de responsabilidade do visionário Pai Bira Angolê e Oxóssi.

Dilma por ela mesma. Futura presidente começa a mostra sua marca

Dilma é Dilma
por Mauricio Dias, na CartaCapital

Os movimentos iniciais da presidente eleita Dilma Rousseff reafirmam a temida visão dos inseguros, homens e mulheres, de que ela é pessoa de personalidade forte. É sim e tem, também, mostrado identidade própria.
Dilma não é Lula. A criatura é diferente do criador. Assim, ela sabe que Lula é um político de carisma e popularidade insuperáveis e, por isso, não buscará esse caminho.
Parte da imprensa não percebeu que ela foi ministra de Lula, foi escolhida candidata por Lula, foi eleita pela popularidade do governo e com apoio do presidente Lula, mas, embora mantenha estreita relação política com Lula, é, agora, a futura presidente. Dilma tem quebrado padrões de referência na corte brasiliense. Fez isso ao se transferir, discretamente, para a Granja do Torto. E faz isso, ostensivamente, ao evitar a imprensa que, nesta fase, pratica o jogo natural da especulação em torno da composição do ministério. Um campo propício para as intrigas.
É o início da metamorfose necessária e essencial entre o que ela foi e o que ela será: uma mulher na Presidência.

A estratégia parlamentar do PT, segundo Mercadante

O PT não criará nenhum embaraço para a futura presidente Dilma Rousseff. Quem assegura é o senador por São Paulo Aloizio Mercadante. E a ideia será respeitar a proporcionalidade na hora de definir o comando das duas casas legislativas, Senado e Câmara.
No novo Senado, o PMDB terá um bloco de 25 senadores – 20 do partido mas 5 do PP. Está tentando incluir o PSC e o PMN, com um senador cada. Conseguindo, ficará com 27. Já o PT tem um bloco de 25 senadores. Se o PDT entrar no bloco, vai para 29. Aí o PMDB teria que levar o PTB, com 6 senadores, indo para 33.
Já a oposição ficará com 17. A bancada do DEM caiu de 17 para 6 e a do PSDB de 15 para 10.
Segundo Mercadante, não é intenção do partido desequilibrar o jogo em relação aos demais partidos da coligação governista. Nos dois blocos há dissidências, não há homogeneidade. O PMDB tem Sarney, Renan, mas também Luiz Henrique, Jader, Simon e Eduardo Braga. Mas a maior liderança continua sendo José Sarney.
Apesar das dissidências, a bancada governista é majoritária e, segundo Mercadante, muito melhor do que a anterior – quando era minoria.
A ideia é que o PMDB indique o presidente do Senado, deixando para o PT a 1a Secretaria, incumbida da reforma da casa. Há bons candidatos do partido ao cargo, diz Mercadante, como o senador eleito do Ceará José Pimentel, que foi Ministro da Previdência, Wellington Dias (ex-governador do Piauí) ou Jorge Vianna (ex-governador do Acre).
Com o PMDB levando o Senado, a ideia é que o PT fique com a Câmara. O candidato do partido será definido no começo de dezembro, para evitar desgastes. Mas a maioria do PT vai seguir a orientação da presidenta eleita. O partido não irá criar problemas, diz Mercadante.
O senador acredita que o PT saiu plenamente vitorioso da tática que se propôs nas eleições: eleger Dilma e melhorar a posição no Senado.
Serão quatro anos de boas batalhas, mas sem os carbonários que comandaram a oposição nos últimos anos. A maioria foi derrotada nas urnas e saiu de cena. Dos que ficaram, restou Álvaro Dias, mas em posição difícil. Não tem mais base parlamentar no Paraná, rompeu com o governador do seu partido, Beto Richa. Terá que repensar a vida. 
 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Rodada decisiva pros rubro-negros


A antepenultima rodada do brasileirão que começa amanhã será decisiva para as pretensões de Flamengo e Vitória. O Flamengo esgotou todos os 34.000 ingressos para o confronto contra o fraco Guarani no Engenhão. Chegou a hora da maior torcida do mundo fazer sua parte. Com o mengão é sempre assim. Na hora da dividida quem faz a diferença é sempre a incomparável nação rubro-negra. Não obstante o gabarito e experiência vitoriosa do comandante Luxemburgo, o flamengo tem um time muito aquém de sua grandeza, um ataque incipiente e uma defesa vulnerável que toma gol de qualquer ataquezinho meia boca. Isso é fato. Contudo, apesar da paciência da torcida há muito ter se esgotado, o time tem que ir pra cima do bugre desde o primeiro minuto e garantir os 3 pontos. Dos três confrontos que faltam, esse de amanhã é, indubitavelmente o mais fácil. O Guarani tá implorando que o empurrem pra segundona. Na sequência o mengão enfrenta o Cruzeiro, que ainda disputa o título, e o Santos na Vila que, mesmo não disputando mais nada é sempre uma incógnita.

Já o Vitória tem tarefa das mais difíceis. O Curintia é o lider do campeonato, voltou a jogar bem na últimas rodadas e precisa dos 3 pontos para, independente do resultado de Flu e São Paulo, se manter na ponta. Fazendo uma analogia entre os jogos restantes de Fla e Vitória, enquanto o Flamengo tem o jogo mais fácil, o Vitória, sem sombra de dúvidas tem o embate mais difícil dos três que restam. Na sequência pega o Inter de férias e já escalando os reservas e depois o Atlético/Go no barradão. A torcida do leão também tem que fazer a diferença lotando o Manoel Barradas e empurrando o time. Em Salvador o Vitória é pedreira pra qualquer adversário, e o professor Antonio Lopes Cabeção tem que usar a inteligência pra instruir o time a tirar proveito do mando de campo.

P.S: Aproveito e mando um recado aos fazedores de macumba do fazendão: podem tirar o cavalinho da chuva. Ano que vem teremos 6 pontinhos garantidos contra o BBV (Baêa Bate e Volta).

Os dilemas de Dilma na hora da divisão do bolo

Reproduzo texto de Ricardo Kotscho, publicado no blog Balaio do Kotscho.

Não é que ela goste de fazer mistério e brincar de esconde-esconde com os repórteres que farejam os nomes dos ministros do novo governo. Para quem, como Dilma Rousseff, não tem experiência anterior nestas negociações do poder central, na hora da divisão do bolo da vitória são mesmo grandes os dilemas para montar o quebra-cabeças do seu ministério, com tantos partidos aliados e tantos apetites por cargos.
De fato, o desafio não é pequeno, não vai ser fácil. Por mais que quisesse, a presidente eleita não pode manter muitos dos atuais ministros nos cargos porque precisa dar uma cara própria ao seu governo e, ao mesmo tempo, abrir novas vagas. Nos partidos todos, não há bons quadros sobrando, como sabemos. Acontece que os partidos que estavam e continuarão no governo querem manter os postos que já têm e, se possível, mais alguns. A conta simplesmente não fecha.
Mais do que ninguém, na solidão da Granja do Torto, a presidente eleita sabe que o destino do seu governo dependerá em grande parte das escolhas que fizer agora, nas poucas semanas que faltam para a posse _  tanto em relação à qualidade profissional e à fidelidade política dos indicados para o seu ministério, como na correlação de forças do balaio de gatos dos aliados, tendo que lidar com a voracidade do PMDB, a ciumeira do PT  e a volubilidade dos partidos satélites.
Nas conversas que tive nesta quinta-feira durante as poucas horas que passei em Brasília, deu para perceber que ainda está tudo em aberto e ninguém tem certeza de nada, a não ser que Guido Mantega continuará na Fazenda, uma pedra cantada desde antes do primeiro turno em caso de vitória de Dilma.
Nem os mais próximos da ex-ministra arriscam palpites, não só por absoluta falta de informação, mas também porque ainda está tudo em aberto e pode mudar de uma hora para outra, assim como aconteceu na montagem do primeiro governo de Lula, quando o PMDB acabou ficando de fora poucos dias antes da posse, depois que parecia tudo acertado com a base aliada.
A crise vivida pelo governo Lula em 2005 comprovou que ninguém governa este país sem o PMDB, mas a aliança feita agora mostra mais uma vez que é muito difícil governar com o PMDB. A simples tentativa de formar um “blocão” fisiológico para mostrar força e assustar a presidente e o PT, que não durou mais de 24 horas, serviu para mostrar do que o partido-ônibus de Michel Temer é capaz.
A cada eleição, o enredo da novela da formação de um novo gabinete é sempre o mesmo. A palavra “crise” surge logo nos primeiros dias no noticiário quando a inevitável luta por espaços entre os vencedores e a ausência de definição dos nomes dos ministros estimulam especulações, cotoveladas, chutes e plantações de toda ordem.
Será que tem que ser mesmo sempre assim? Por que é tão importante para os partidos conquistar o maior número possível de ministérios? Para poder implantar suas políticas públicas e programas de governo? Ou será apenas, sejamos sinceros, para poder dispor de mais cargos e verbas, que é o que realmente interessa?
Para acabar com esta disputa insana que compromete qualquer governo antes mesmo de começar, só tem um jeito: uma ampla reforma político-partidária que reduza drasticamente o número de cargos de confiança no Governo Federal e de partidos no Congresso Nacional.
Em países mais desenvolvidos e civilizados, estes cargos não passam da casa de alguns poucos milhares;  aqui, são muitas dezenas, centenas de milhares, uma verdadeira festa do caqui. O mesmo acontece com os partidos, que entre nós vicejam como as novas igrejas e os botequins da moda.
Qual é a chance disto um dia acontecer? A meu ver, nenhuma. Pela simples e boa razão de que só quem pode fazer a reforma política são os políticos, ora pois. E eles jamais abrirão mão dos seus privilégios, não irão cortar na carne, jogar contra o próprio patrimônio. Uma vez eleitos, os eleitores que se danem. Todo mundo só quer se arrumar ou se garantir.
É por isso que os aviões para Brasília voam sempre lotados de lobistas e candidatos a uma “posição” no novo governo. Pois é nestes dias que antecedem o Natal que se jogam as pedras no grande tabuleiro do poder. Juro que eu não gostaria de estar no lugar da presidente eleita. E você, caro leitor, o que  faria no lugar dela?

Poetas do Repente

Em mais uma de minhas várias andanças pela Pérola Negra – que considero a melhor loja de discos da Bahia – me deparei com um trabalho maravilhoso intitulado Poetas do Repente. Trata-se de um livro didático com quatro documentários em DVD e trilha sonora em CD e edição bilíngüe – português/inglês.

Essa série busca valorizar os cantadores repentistas, verdadeiros poetas do improviso, fazendo uma viagem na história do repente, com participação brilhante do historiador/poeta Bráulio Tavares.

Para se ter ideia da dimensão do projeto, a Fundação Joaquim Nabuco – integrante do Ministério da Educação – está disponibilizando esse material para todas as escolas do país, através da TV Escola. Atitudes como essa contribuem sobremodo para o enriquecimento cultural do país, através de uma leitura contemporânea do repentismo, tão popular em nosso Nordeste.

O documentário emociona pela autenticidade.

E um atrativo adicional: TRINTA E CINCO REAIS!!!! Já garanti o meu.

Segue abaixo, três vídeos com momentos distintos da série Poetas do Repente. Se deleitem.





ENQUETE

Publico enquete do lado direito da página com o objetivo de desvendar-mos o paradeiro de José Serra depois dos 12 milhões de frente que tomou no lombo. Participem!!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Reunião de definição

Obtive informação, há pouco, da reunião que aconteceu hoje a tarde em Salvador com o governador Wagner, o secretário estadual de saúde Jorge Solla, o prefeito de Ilhéus Newton Lima, o deputado federal Josias Gomes e Jorge Arouca.
Ficou decidido que o secretário Solla estará em Ilhéus na próxima segunda-feira para empossar o novo secretário de saúde de Ilhéus, Jorge Arouca.
Wagner destacou a confiança no novo secretário, endossado por Jorge Solla, e já adiantou que fará o que for possível para equacionar os problemas pelos quais passa a secretaria municipal.
Chega ao fim a novela da saúde de Ilhéus.
Boa sorte ao novo secretário.

Canja do Clã Brasil - Meninas arretadas!!

Pai, mãe, três irmãs e uma prima. Esse é o Clã Brasil.
A fina flor do forró pé-de-serra nordestino.


PCdo B de Itabuna pretende ter candidato em 2012

Os cururus do PCdoB se reunirão na próxima sexta-feira para discutir o papel do partido na sucessão municipal em 2012.
Mesmo não tendo sido eleito deputado estadual, o vereador Wenceslau Junior teve mais de 30.000 votos e saiu bastante fortalecido nas eleições. Wenceslau faz um mandato propositivo como vereador em Itabuna e surge como nome forte das oposições para a sucessão do terrível Capitão Azevedo que, diga-se de passagem, faz um dos piores governos da história de Itabuna.
O grande entrave às pretensões do PCdoB chama-se Geraldo Simões. Personalista e centralizador como poucos, Geraldo certamente não abrirá mão de encabeçar a chapa, isso se a justiça o liberar, claro.
Resta saber, então, se os comunistas mais uma vez se sujeitarão às mazelas de GS, ou se dessa vez, terão independência na tomada de decisão. Vamos aguardar.

Jovem de Itabuna "apita quando tosse" - Deu no Jornal Hoje

Maria Inês Nassif: A encrenca de uma coalizão muito ampla

por Maria Inês Nassif, no Valor Econômico

Não é bom ter o PMDB como amigo. Pior ainda tê-lo como inimigo. A presidente eleita, Dilma Rousseff, já deve ter percebido o tamanho do barulho que o PMDB faz e a enorme capacidade do partido de desferir golpes rápidos e certeiros em seus aliados, quando o assunto é participação na máquina do governo. Sozinho, o PT, com sua bancada de 88 deputados na Câmara, será incapaz de se contrapor a isso. E não parece ser do perfil da eleita dar nó em pingo d’ água, como conseguiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à base da estratégia uma no cravo, uma na ferradura.
Pragmático, o presidente Lula, já na formação de seu primeiro governo, acenou para a sociedade como se sua eleição tivesse sido o produto de uma aliança política mais ampla do que realmente foi. A escolha de ministros comprometidos com a política ortodoxa, no campo da economia, teve a compensação que poderia dar naquele momento, diante da grave crise econômica que o Brasil atravessava: a imediata execução do Programa Fome Zero, posteriormente Bolsa Família, que integrou todos os programas de transferência de renda existentes.
O lado mais curioso dessa ampla coalizão (do ponto de vista da diversidade ideológica dos partidos aliados) foi a solução dada por Lula à Agricultura. Lula tomou o agronegócio como prioridade de governo e manteve o Ministério da Agricultura nas mãos de pessoas ligadas aos grupos ruralistas, que deram ao seu governo mais trabalho do que apoio no Congresso. No outro lado da balança, manteve um Ministério do Desenvolvimento Agrário sempre nas mãos de ministros ligados a movimentos sociais pela reforma agrária. A síntese dessa contradição foi um grande apoio ao agronegócio, mas uma política ativa de crédito e transferência de tecnologia voltada para a pequena propriedade e para a agricultura familiar. O Ministério de Desenvolvimento Social trabalhou articuladamente com o MDA junto a essas famílias, que pelo menos no início do governo estavam inseridas nos bolsões de miséria sob a mira das políticas sociais do governo. Agora já devem ter subido um pouco na escala social.
Dilma define políticas públicas antes de escolher nomes
Lula manteve sob permanente conflito o Ministério da Defesa, no segundo mandato sob a batuta de Nelson Jobim, e a Secretaria Especial de Direitos Humanos, primeiro sob Nilmário Miranda, depois sob Paulo Vannucchi, ambos comprometidos com o “direito à memória e à verdade”, ou seja, o esclarecimento das mortes, desaparecimentos e torturas ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985). Mais do que seus antecessores, Jobim intermediou as pressões dos militares para deixar as coisas como estão.
No segundo governo, Lula levou às pastas da Economia essa lógica do confronto. Caiu Antonio Palocci, que manteve no Ministério da Fazenda os quadros do governo de FHC e a formulação de política ortodoxa, e colocou Guido Mantega, “desenvolvimentista” – mas com o contraponto de Henrique Meirelles no Banco Central. Acabou dando certo durante a crise a política de forte intervenção do Estado na economia, via Mantega, e de curva muito lenta de declínio dos juros, via Meirelles. Mas o câmbio certamente pagou por isso.
No primeiro mandato, o confronto nas posições de política econômica incluiu também a Casa Civil, sob o comando de José Dirceu. A guerra, aí, não era apenas entre posições sobre política econômica diferentes, mas uma disputa pelo poder no governo e no PT. Com a queda de Palocci e a ascensão de Dilma à Casa Civil, esse foco de conflito diluiu-se e mais tarde, no auge da crise, houve um grande movimento de consenso entre Fazenda, Casa Civil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em torno de medidas anticíclicas que se mostraram mais eficientes do que a política ortodoxa adotada no governo anterior como resposta a sucessivas crises internacionais.
O bloco que está sendo articulado pelo PMDB com os pequenos partidos de direita na Câmara pretende puxar o governo para um ministério não apenas com muitos pemedebistas, mas mais conservador e menos progressista, em relação à dosagem feita por Lula. Para o PT, existe a opção de fazer também um bloco à esquerda, com os pequenos partidos de esquerda, mas ainda assim organizaria um bloco menor do que o conseguido pelo PMDB.
Resta saber como Dilma reage a esse tipo de pressão. Até o momento, pelas notícias saídas da equipe de transição, ela parece não ser partidária da lógica do conflito, que definiram, ao fim e ao cabo, os resultados do governo Lula. Dilma tem feito primeiro as formulações de políticas públicas. Os nomes, ao que tudo indica, virão depois de definido o rumo que ela quer para cada área. Na política econômica, já deixou claro que não trabalhará com a contradição entre política econômica heterodoxa e política financeira ortodoxa. É certo que o Brasil é outro – e Lula assumiu sob um quase default -, mas a presidente eleita declarou, com todas as letras, que perseguirá uma política de juros menores. O presidente do BC terá de se adequar a isso. Tem expressado também que aprofundará as políticas sociais de transferência de renda. Agora, é ver com adequa as políticas à escolha dos nomes.
A articulação de setores do DEM para incorporar o partido ao PMDB é assunto que, nesse momento, voltou para a gaveta. A avaliação feita pelo partido, na reunião da Executiva ocorrida na terça-feira, é a de que a articulação foi comprometida pela precipitação de alguns setores. Isso teria de ser articulado com muita habilidade, sob pena de provocar grandes resistências de diretórios regionais. E foi o que acabou acontecendo.
O interesse mais imediato na história é do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. E a quem a maioria atribui a culpa de ter levado o partido a apoiar José Serra, contra a convicção de quadros políticos importantes, de que o tucano paulista teria poucas chances de vitória. O filme do prefeito está um pouco queimado. E a discussão do que fazer com o partido foi adiada para depois da posse do novo Congresso.
Por foo

Do R7


"Telefone do João" foi criado para crianças e para gente que não é fã de tecnologia.
Designers holandeses criaram um celular que não acessa a internet, não tem câmera, games nem permite enviar ou receber SMS (mensagens de texto). Chamado de Telefone do João (John´s Telephone, em tradução livre), o aparelho só tem uma função: fazer e receber chamadas.
Os criadores dizem que o celular deverá fazer sucesso entre gente que não gosta de tecnologia e crianças que estão comprando seu primeiro celular.


Mantega aceita convite para Fazenda

Dilma convida Mantega a ficar na Fazenda, e ele aceita


NATUZA NERY
DE BRASÍLIA


A presidente eleita, Dilma Rousseff, fez nesta quinta-feira o convite para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, continue à frente do cargo a partir de janeiro do ano que vem, como a Folha informou hoje (íntegra somente para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a Folha apurou, o ministro aceitou o convite.

A conversa, inicialmente prevista para ontem, ocorreu hoje na Granja do Torto e durou cerca de duas horas e meia.

mesma reunião estavam presentes também o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e o assessor da petista, Giles Azevedo, cotado para ser chefe de gabinete do próximo governo.

A manutenção de Mantega no cargo tem um dedo de Lula: em reunião anteontem à noite no Palácio da Alvorada, o presidente voltou a defender a manutenção de Mantega no comando da Fazenda.

Dilma não fará o anúncio oficial até que ela defina um nome para a Presidência do Banco Central, o que deve ocorrer nos próximos dias. Dessa forma, anunciará a equipe econômica em bloco.

BANCO CENTRAL

Dilma preferia trocar a presidência do BC, mas diminuiu sua resistência em manter Henrique Meirelles porque está preocupada com uma piora da economia mundial e seus efeitos no Brasil no começo de seu governo.

Ela voltou de Seul, onde participou de reunião do G20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo), disposta a reavaliar a sugestão de Lula para manter Meirelles no BC.

Se essa moda pega...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Samba do crioulo doido na Secretaria de Saúde de Ilhéus

O clima polêmico permanece na Secretaria de Saúde de Ilhéus. Há pouco o prefeito Newton Lima bateu o martelo e o médico sanitarista Jorge Arouca será o novo secretário. Simultaneamente, o Biomedico Alexandre Simões redigiu uma carta à militância petista expressando inequívoco descontentamento ao ser preterido, pela direção do PT, ao cargo de secretário. Segundo Alexandre, seu nome era avalizado por expoentes do partido, eleitos e reeleitos recentemente, como o deputado federal Geraldo Simões. Ele mesmo, Geraldo Simões.

Como perguntar não custa nada, qual a contribuição do raivoso Alexandre Simões na construção do Partido dos Trabalhadores em Ilhéus? Militou aonde? chega ao desplante de questionar o imprescindível papel de Everaldo Anunciação na consolidação do PT como o maior partido político da Bahia na atualidade.

Penso que política, mesmo em discussão partidária interna, não pode prescindir do debate, do embate de idéias, do questionamento constante. Contudo tem que se ter responsabilidade com o que se fala. Nas entrelinhas da carta aberta do biomédico, repousa a não-aceitação por parte dos deputados que ele citou, com a vitoriosa eleição de Josias Gomes que passa a ser de forma cabal, o real representante petista no município de Ilhéus.

Boa sorte a Jorge Arouca. Muito trabalho o espera. Fico na torcida para que ele consiga, efetivamente, equacionar os intermináveis conflitos que envolvem a secretaria e realizar uma ingerência firme na pasta, em consonância com sua história de vida e de luta.

Quanto vale a palavra de torturadores?

O professor Emir Sader, com sua lucidez caracteristica, discorre sobre a concessão do processo de Dilma Rousseff durante a ditadura pelo Superior Tribunal Militar. O pedido foi feito pela Folha de São Paulo, aquele mesmo jornaleco que publicou a ficha falsa de Dilma e chamou a Ditadura de "Ditabranda" porque auferiu benesses dos militares, no período mais vergonhoso da história do Brasil.


Por Emir Sader, no blog do Emir


O Superior Tribunal Militar abriu o processo da Presidenta eleita, Dilma Rousseff, que um órgão da imprensa – aquele cuja executiva disse que a mídia é o partido político da oposição – buscava afoitamente na reta final da campanha eleitoral.

O que teremos nesse processo? A versão que os torturadores davam das suas vítimas, dos torturados. Essa mesma imprensa que reclamava, com razão, da censura, vai agora acreditar no que os verdugos diziam do crime monstruoso da tortura, que praticavam? E do comportamento das vitimas indefesas desse crime hediondo?

É como se levassem a sério o que os censores devem ter escrito sobre as publicações que censuravam e os jornalistas. Nós nunca os tomaríamos a sério, utilizamos os documentos da censura para denunciar ainda mais o obscurantismo da ditadura.

O processo tem que ser mais um instrumento de denúncia da tortura – crime imprescritível – e não instrumento de manipulação política justo do jornal que emprestou carros para que a órgãos da ditadura, disfarçados de jornalistas, cometessem suas atrocidades. O mesmo órgão que considerou que não tivemos uma ditadura, mas uma “ditabranda”.

O processo é um testemunho dos agentes do terror, daqueles que assaltaram pela força o Estado, destruíram a democracia e se apropriaram dos bens públicos para transformá-los em instrumentos dos crimes hediondos que cometeram – em nome da “democracia”.

Nas mãos de democratas, se transformará em mais uma prova da brutalidade dos crimes cometidos pela ditadura militar contra seus opositores. Nas mãos dos que foram complacentes e se beneficiaram da ditadura, será instrumento político torpe. A mídia que acreditar no que diziam os torturadores, será conivente com eles, ao invés de denunciar os crimes que eles cometeram.

Para os que se sujaram com a ditadura é insuportável que houve gente que se comportou com heroismo e dignidade. Querem enlamear a todos, porque se houve tanta gente que resistiu à ditadura, mesmo em condições limites, havia alternativa que não a conciliação e a conivência com a ditadura.

Craque é craque - Pena que é argentino.

Acabei de ver os melhores momentos do amistoso do Brasil com a Argentina, e por tratar-se do maior clássico do futebol mundial, a partida foi interessante. Alguns lampejos de Ronaldinho Gaúcho, jogadas de efeito de Daniel Alves e do outro lado uma aplicada seleção argentina estreando o técnico Sergio Batista. Ficou evidente a falta de entrosamento das duas equipes, haja vista que passam por fase de renovação.
Agora, meus amigos, seu Roberto, meu velho pai, já dizia na primeira metade da década de 80 quando via Zico jogar: "em time que tem craque, tudo fica mais fácil". E não deu outra: Messi resolveu.

A Irlanda faliu. Quem será o próximo?

A crise econômica europeia se agiganta. Reproduzo a excelente análise de Azenha acerca da terrível crise que acomete a Irlanda.

por Luiz Carlos Azenha (Viomundo)

Depois da Grécia, a Irlanda. Tudo indica que Dilma Rousseff assumirá o poder em meio ao aprofundamento da crise econômica na Europa e à guerra cambial entre Estados Unidos e China, que pode vir a enfraquecer as exportações do motor da economia europeia, a Alemanha.


Ghost estates and broken lives: the human cost of the Irish crash (do britânico Independent)
By Michael Savage in Dublin and Donald Mahoney in Manorhamilton
Wednesday, 17 November 2010
Elas estão vazias por toda a Irlanda: 300 mil casas desocupadas, uma reprimenda silenciosa naqueles que as construiram achando que o boom econômico do país nunca acabaria. Enquanto ministros das finanças europeus trabalhavam em vão para chegar a um acordo sobre como aliviar a miséria econômica da Irlanda na noite de ontem, os assim-chamados imóveis fantasmas eram uma triste lembrança de que a “crise da sobrevivência” sobre a qual os políticos alertavam está em andamento e já atingiu as pessoas comuns.
[...]
Como muitos outros, o sr. O’Hara [um empresário falido do ramo da construção] dirige sua raiva para os bancos, que já foram salvos e parecem destinados a forçar o governo a conseguir mais ajuda dos parceiros europeus da Irlanda. “Todos são responsáveis pelas suas próprias ações, mas o peso está sendo jogado nas pessoas que estão no fim da fila. Na Irlanda neste momento é melhor dever 50 milhões que 50 mil. As pessoas que mais pecaram são as que estão sofrendo menos… [...] Eu perdi a crença e a confiança em nosso sistema”.
*****

Ireland crisis could cause EU collapse, warns president (do britânico Guardian)
O presidente da União Europeia alertou que a EU poderá desabar a não ser que a crise da dívida enfrentada pela região seja resolvida.
[...]
Com a Irlanda e Portugal ambos à beira de pedir resgate, [Herman] Van Rompuy alertou que há sério risco do contágio se espalhar pelo continente.
“Estamos em uma crise pela sobrevivência”, Van Rompuy disse em um discurso em Bruxelas. “Todos temos de trabalhar juntos para que a zona do euro sobreviva, porque se não sobreviver a União Europeia não sobreviverá”.
*****

The Real Euro Danger (do Wall Street Journal)
Os ministros das finanças da Europa estão reunidos em Bruxelas tentando convencer a Irlanda a aceitar o resgate de um fundo de estabilização criado depois da crise na Grécia na primavera passada. O discurso convencional, repetido em todo lugar na Europa esta semana, é de que é necessário “estabilizar os mercados” e evitar “contágio”.
Mas o principal problema da zona do euro não é “contágio”. É solvência. Salvar a Irlanda não torna mais provável que Portugal ou a Espanha ou mesmo a França sejam mais capazes de pagar suas dívidas no futuro.
*****

David McWilliams: ECB bailout is the only card we have left to play (do Independent irlandês, recomendo para quem quiser se aprofundar)
By David McWilliams
Wednesday November 17 2010
[...]
Só ajuda maciça do Banco Central Europeu vai acabar de vez com a perspectiva de uma corrida aos bancos na Irlanda. Somente uma grande transferência de dinheiro do banco central — o equivalente econômico de uma transfusão de sangue — pode estabilizar o paciente.
É altamente frustrante ver o governo fazendo política com algo tão fundamental quanto a poupança das pessoas.
[...]
Por que o Banco Central Europeu nos salvaria? Certamente, se fosse racional deveria se afastar da confusão financeira na Irlanda? Mas não pode. O Banco Central Europeu é parte do problema. Presidiu sobre os gigantescos empréstimos de bancos alemães e franceses a bancos irlandeses, portugueses, espanhóis e gregos.
[...]
Se olharmos mais profundamente [nos números] veremos que o Banco Central Europeu emprestou um total de 516 bilhões de euros a bancos comerciais de toda a zona do euro. O banco central da Irlanda emprestou 165 bilhões a bancos baseados aqui. (Nosso PIB para 2010 é estimado em 155 bilhões de euros). Assim, de todo o dinheiro emprestado a bancos na zona do euro, 31% foi para bancos baseados na Irlanda.
O que isso nos diz?
Que o sistema bancário da Irlanda está quebrado. Mas, mais importante, que a quantidade de dinheiro que está passando pelos livros de nosso banco central é completamente insustentável para um país de nosso tamanho.

PS do Viomundo: A relutância dos irlandeses em aceitar a ajuda deriva do fato de que haverá “condicionalidades”. Tudo indica que o país será amigavelmente forçado a aumentar os impostos sobre as corporações, que é o mais baixo da Europa, reduzindo assim a entrada de capital estrangeiro na Irlanda e aprofundando a recessão.

Matuto no cinema.

Causo do poeta Jessier Quirino, de Campina Grande/PB, radicado em Itabaiana/SE.
Muito Bom.


Paula Eduarda - É de arrepiar!!!!

Vejam o vídeo da garotinha Paula Eduarda, de apenas 11 anos.

Sensacional!!!!!

A triste realidade política de Itabuna

Acompanho estarrecido mais um ato da espúria e obsoleta política itabunense.  O relator da CEI (Comissão Especial de Inquérito), vereador Claudevane Leite (PT), fez a leitura para um plenário lotado, das diversas irregularidades atribuídas ao presidente da casa, o vereador Clóvis Loiola (PPS). As acusações vão desde a contratação de empresas fantasmas de prestação de serviços  até, pasmem, a assinatura de recibos da Câmara pela esposa do presidente.
Outrora, a Câmara de Vereadores de Itabuna já foi palco de atuações memoráveis de vereadores como Everaldo Anunciação, Veridiano Badega, Davidson Magalhães, dentre outros que souberam honrar com altivez a oportunidade política que lhes outorgaram a população grapiúna. Todavia, há mais de uma década que o legislativo municipal vem perdendo qualidade com vereadores despreparados, incompetentes e suscetíveis a toda e qualquer espécie de corrupção. Sujeitos como Loiola e Ruy Machado pra não falar no velho Pedro Egídio, tornam a política um embuste, uma ferramenta para projeção financeira onde os projetos pessoais sobrepõem-se aos coletivos. Nessa lama salvam-se poucos. Há de se louvar o profícuo mandato de Wenceslau Júnior(PCdoB), que não se cansa de denunciar irregularidades e com autenticidade aprovar projetos que beneficiem a população.
O reflexo de toda essa sujeira extrapola as paredes da casa redonda da beira rio e se materializa na decadência por que passa o município, com sua crescente involução econômica, perda de postos de trabalho, líder em violência no país, buracos por toda parte e perda de competitividade empresarial.
Em suma, a política itabunense necessita, em caráter emergencial ser oxigenada por novos políticos comprometidos com as aspirações básicas da população, para que o município retome o caminho do crescimento sustentável, proporcionando emprego e renda a seus concidadãos.
Nem quero falar da prefeitura. Essa outra caixa preta fica pra outro post.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Fátima Oliveira: A xenofobia da pauliceia mina os alicerces da República

por Fátima Oliveira, em O Tempo
Médica – http://mail.uol.com.br/compose?to=fatimaoliveira@ig.com.br


Adoro batata-doce com leite, que em minha infância a gente só podia comer de vez em quando, tipo uma vez por semana, pois vovó dizia que era uma comida danada de boa, mas faltava só um grau pra veneno. Não entendeu? Nem eu, até hoje! Talvez porque é um daqueles alimentos ditos “fortes”, que dão sustança – que a gente come e se delicia. E, ao terminar, está saciada, sonolenta, meia zen! Juro!
Batata-doce com leite é uma carícia quando a gente está em busca de conforto… Sabe aquela sensação indescritível de querer comer algo que não se sabe o que é? Não é fome propriamente, pois com fome come-se qualquer coisa, como se diz no sertão: “A boca quer coisa boa, mas a barriga quer é ficar cheia”.
Comer batata-doce com leite é dar um “trato” em minha memória alimentar afetiva. É comer e sentir renovar as energias. Desde o dia da twitada xenófoba da acadêmica de direito de Sampa, que incitava matar nordestinos por afogamento, eu sabia que precisava de algo! Só consegui falar sobre o assunto após comer batata-doce com leite! “Puxei pela memória”…
Quando morava em São Paulo, na primeira metade dos anos 1990, uma amiga chegou à minha casa e eu estava comendo batata-doce com leite. Ela indagou o que era aquilo. Depois que respondi, a dita cuja lascou: “Ah, que baianada!”. Não engoli calada e, “olhos nos olhos”, me arretei dizendo-lhe que ela sabia que eu não era baiana e sim maranhense, mas que na Bahia também comiam batata-doce com leite, assim como no Nordeste todo.
Como uma socióloga não percebia que a naturalização e a banalização de vocábulos repletos de nojo e asco, que expressam aversão ao estrangeiro (xenofobia – do grego, “xeno” = estrangeiro + “fobia”=medo), são uma desumanização e desrespeito ao outro? Acrescentei que estava pelo gogó com essa história de que todo nordestino em São Paulo é baiano, termo usado não para indicar quem nasce na Bahia, mas para, depreciativamente, se referir a nordestinos e nortistas: “Essa gente lá de cima (demorei pra entender que se referiam ao mapa do Brasil!), que até coisas estranhas come…”.
Na época recrudescia em São Paulo o nojo a nordestinos, para ferir a prefeita de São Paulo, a paraibana Luiza Erundina, que a elite paulistana jamais engoliu! Ao contrário, perseguiu sem tréguas. Coincidentemente, eu estava às voltas com um xenófobo casal egípcio, radicado em São Paulo há mais de 30 anos, pais de um namorado de uma das minhas filhas, que teve o desplante de ir “tomar satisfações” comigo! Foi uma cena ridiculamente surreal!
O pai chegou arrastado pela sua consorte, que não era nada submissa para afrontar-me. Balbuciava que não era contra o seu “bebê” namorar uma “baiana” (pense no asco!), apenas que eu os respeitasse, não oferecendo carne de porco para ele. E que eu ficasse sabendo que o filho dela se casaria com uma muçulmana. Com baiana, jamais! Disse-lhes que a porta da rua era a serventia da casa e os escorracei!
Entendi ali como a elite paulistana, quatrocentona e xenófoba, consegue impor e perpetuar ideias de superioridade racial (racismo) e a renitente aversão a nordestinos: catequizando até imigrantes de outros países que “essa gente lá de cima” (do mapa) é erva-daninha! Na cidade de São Paulo, que tem suor “dessa gente lá de cima” em cada grão de riqueza, tudo o que alguém faz de errado ou que não presta, para xenófobos nativos caipiras e/ou letrados “sorbonados”, é “baianada”.
Chega, a postura xenófoba dessa gente mina os alicerces da República!

Publicado no Jornal OTEMPO em 16/11/2010

Jornalista da RBS: “Hoje qualquer miserável pode ter um carro”

por Conceição Lemes

Em São Paulo, há muitos anos existe o rodízio de circulação de carros, baseado no final das placas. Para driblá-lo, as famílias mais abastadas logo deram um jeito. Passaram a ter dois, três, quatro carros na garagem, o que contribuiu, sem dúvida, para o aumento da frota nas ruas. Engraçado. Ninguém reclamou.
Porém, bastou o sonho do veículo próprio (automóvel ou moto) se tornar realidade para muita gente das camadas populares, para a chiadeira começar. A culpa? Ora, para a elite inconformada com o ascensão social dos pobres, é do presidente Lula, graças às facilidades de crédito.
O comentário do jornalista Luis Carlos Prates (veja o vídeo abaixo) num dos telejornais da RBS, afiliada de TV Globo em Santa Catarina, é exemplo da intolerância e do preconceito. O que será que ele disse quando um “mauricinho”, filho de um dos diretores da emissora em que trabalha, estuprou uma colega adolescente de Florianópolis? Será que o abafamento do caso pela polícia e mídia locais também é culpa do Lula?

Vejam o vídeo abaixo: É mole?

Diabetes - uma epidemia silenciosa!!!

Do R7

Diabetes mata mais em países pobres e em desenvolvimento, diz OMS

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que quase 80% das mortes por diabetes no mundo ocorrem em países pobres e em desenvolvimento. Em 2005, 1,1 milhão de pessoas morreram em decorrência da doença. A estimativa é que o número de mortes dobre na próxima década.

O número de diabéticos no mundo passa de 250 milhões, diz a Federação Internacional de Diabetes. A entidade, ligada à OMS, alerta: se não forem implantadas políticas de prevenção eficientes, em 2025, o número pode a chegar a 380 milhões. No Brasil, estima-se em 10 milhões o número de diabéticos, sendo 7,6 milhões os acometidos pelo tipo 2 da doença, o mais comum e o único que pode ser evitado.

Segundo o Ministério da Saúde, o número dos portadores desse tipo de diabetes equivale a 5,8% da população com mais de 18 anos. Levantamento recente do mnistério constatou que o maior número de pessoas com o tipo 2 da doença está na região Sudeste do país, cerca de 3,5 milhões de pessoas, sendo 2,06 milhões no Estado de São Paulo.

Na edição deste ano da campanha do Dia Mundial do Diabetes (14), organizações médicas internacionais garantem que é possível prevenir a doença. O diabetes tipo 2 consiste no aumento anormal de glicose (açúcar) no sangue. Os principais sintomas são sede e fome excessivas, vontade constante de urinar, perda de peso, cansaço, infecções regulares, visão embaçada, dificuldade de cicatrização de feridas e formigamento nos pés.

No entanto, a maioria das pessoas não reconhece esses sintomas como relacionados ao diabetes e procuram atendimento médico tardio – o que levou a doença a ser considerada pela OMS uma epidemia silenciosa.

A presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, seccional do Rio de Janeiro, Lenita Zadjdenverg, explica que quase metade dos diabéticos não sabem da sua condição, porque a doença não incomoda. 

Artigo

O Partido dos Trabalhadores. Retomar Caminhos!
Joilson Bergher.
Segundo o professor Leandro Konder, Assumir o poder é a meta natural dos partidos políticos. O PT não é uma exceção. Para os petistas, contudo, o risco maior é o de serem de tal modo neutralizados no exercício do poder que fiquem impossibilitados de promover as mudanças possíveis. Reduzidos a figurantes impotentes de um teatro político melancólico, sofreriam uma descaracterização. Uma perda da identidade. Nesse particular, concordando com Konder, O PT, no poder, precisa manter a serenidade e evitar cair em armadilhas e provocações, porém não pode deixar de realizar esse processo revolucionador de que as massas necessitam, e com a crescente participação delas. Visto dessa forma, o PT tem demonstrado coesão para mudar de rumo e sustentar uma aliança mais pragmática do que ideológica com partidos historicamente fora do  chamado âmbito democrático, demonstrando aí, menos refinamento estratégico, ficando claro que o partido tem trabalhado profissionalmente para fazer as coisas acontecerem. Mas esse partido não só nos estimula, como também nos inspira! Isso tem a ver com sonhos. Sonhar significa, dizem alguns. "Viver o hoje, ainda que nos decepcionemos”. E sei que é, decerto, um tremendo desafio, que talvez leve muitos anos para realizar-se. Mas o potencial está aí, escondido no mais profundo das nossas aspirações. Um sonho que pode se tornar realidade mais rapidamente, dependendo de quanto investimos da nossa energia para torná-lo real, em nós próprios, nas nossas relações interpessoais e na sociedade. Um sonho que tem um aliado: a gradual e sempre mais acelerada decadência das estruturas patriarcais, autoritárias, alienadoras, à medida que desabrocha a consciência pessoal, comunitária e social-cidadã". Esse sonho, está sim traduzido no Partido dos Trabalhadores. Friso que o objeto dessa reflexão, é sublinhar é sublinhar, primeiro, que a vitória de Lula, mas não somente dele, e a hegemonia do PT sobre a aliança vencedora abriram em tese uma nova etapa na história das lutas populares do Brasil e da América Latina; segundo, que o sentido maior desta vitória, e talvez a única razão que lhe dá sentido, é que o novo governo tem o desafio premente de desempenhar o papel histórico de educador da população para a democracia e o socialismo também democrático, entendendo aí que o que o queremos é uma sociedade em que homens sejam valorizados e onde nenhum homem possa ter o direito de explorar o outro. Uma sociedade em cada um e todos possam ter iguais oportunidades para realizar suas potencialidades. Tudo o mais virá daí e por aí. Para empoderar-se, a sociedade precisa ser educada num outro modo de fazer política, num outro modo de governar, que a valorize, que desenvolva instâncias em que ela aprenda a exercer o poder de tomar decisões, de implementá- las e de agir de forma a obrigar o Estado a cumprir efetivamente seu papel no contexto democrático, até porque, O PT surgiu, assim, rejeitando tanto as tradicionais lideranças do sindicalismo oficial, como também procurando colocar em prática uma nova forma de socialismo democrático, recusando assim modelos já então em decadência, como o soviético ou o chinês. Eis aí o grande saque do partido, aliou a confluência do sindicalismo basista da época com a intelectualidade de Esquerda anti-estalinista. Assim, ao meu ver, o partido reinventa o passado, para que a fundação do mesmo fosse considerada o marco zero da luta de classes no Brasil. E com a concordância entusiástica da liderança sindical do partido, satisfeita por ser alçada pelos intelectuais como precursora de algo que nunca tinha ocorrido no país: a construção de um partido operário e de um sindicalismo combativo. Sem perder de vista o significado histórico do partido dos Trabalhadores, é bom considerar que a sociedade brasileira sepre conteve com fundamental a característica política e ideológicas nada alentadora. O surgimento do PT apanha a maior parte da "grande intelectualidade" como verdadeiros funcionários da hegemonia burguesa. "A sua base operária vem de um proletariado que não tem cultura e tradição socialista e/ou democrática e sequer passou por algum tipo de experiência revolucionária que se incrustasse como tradição. É também o período em que se desenvolve a mais ampla dominação cultural pela mídia eletrônica, numa sociedade civil formada de "cima para baixo" através de atos instituidores de um Estado "oligarquizado". A revolução burguesa surgiu em nossa sociedade como caricatura e as experiências de luta mais radicais se fixaram na memória das massas como verdadeiras tragédias. Eis a evidência: o PT não surge como o partido que tem, no centro da sua estratégia, a greve de massas. Ele emerge como o produto espontâneo do movimento sindical. Portanto, nesses quase trinta anos de existência, as diversas experiências do Partido dos Trabalhadores, constituem nosso maior patrimônio e nossa grande referência maior para a prática e orientação política através do compromisso com a democracia, afinal de contas, a construção de nossa utopia concreta, se dará indubitavelmente pela luta democrática de massas paciente e continuada em consonância com todas as energias libertárias e transformadoras da sociedade. Nosso objetivo é grande, e não promete nada mais que libertar de sofrimentos totalmente desnecessários milhões de brasileiros! Vida longa ao Partido dos Trabalhadores.
Joilson Bergher, jbergher@hotmail.com, professor de História na Bahia, Especialista em Metodologia do Conhecimento Superior/UESB, Pesquisador Independente do Negro no Brasil, Estudante de filosofia/UESB.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pra harmonizar o feriado - Dani Lasalvia - Lindo, Lindo!!!!

Marcos Coimbra: Como ficam as oposições depois da eleição

por Marcos Coimbra*, no Correio Braziliense, via Vermelho

Os resultados das eleições foram ruins para as oposições. E a catástrofe só não foi maior porque uma de suas principais lideranças ficou preservada. Se não fosse a vitória de Aécio em Minas, o panorama seria pior.
As eleições para os governos estaduais não são um consolo. O fato de o PSDB ter mantido o controle do Executivo em São Paulo, Minas, Alagoas e Roraima, tê-lo conseguido no Paraná e o recuperado em Goiás, no Pará e em Tocantins, é relevante, mas não muda o quadro. Assim como não o alteram as vitórias do DEM em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte.
Nenhum desses resultados tem projeção significativa fora das fronteiras de cada estado, a não ser, talvez, a mudança de status de Beto Richa, que passou de ator municipal a estadual. Em São Paulo e Minas, a troca de guarda nas administrações tucanas se deu com a substituição de personagens nacionais (Serra e Aécio) por figuras de expressão menos abrangente ou em início de carreira (Alckmin e Anastasia). Nos demais estados, o fato de um partido estar ou não no governo quer dizer pouco para a vida política brasileira (por mais relevante que seja no plano local).
As oposições se estadualizaram e perderam importância nacional. No Senado, diminuíram de tamanho e de capacidade de expressão, com a derrota de alguns de seus representantes mais emblemáticos. Na Câmara, seu recuo foi ainda mais dolorido, pois não era esperado.
Na nova Legislatura, as oposições não conseguirão impedir mudanças constitucionais, e nem instaurar ou bloquear CPIs, duas das prerrogativas que possuem. A menos que consigam se aproveitar das fissuras que existem no condomínio governista, pouco lhes resta, a não ser um papel simbólico.
Não é sempre ruim, para uma oposição, ser pequena. No autoritarismo, pode até ser motivo de orgulho, sinal de como é difícil resistir e da coragem de seus integrantes, como nos mostrou, em passado recente, Ulysses Guimarães. Na democracia, contudo, o caso é outro. Oposição pequena é apenas consequência da indiferença da maioria para com suas propostas e candidatos, e da preferência dos eleitores pelo governo.
O resultado da eleição presidencial é o pior. Perder pela terceira vez consecutiva é preocupante, pois mostra que faz muito tempo que ela não consegue responder ao sentimento majoritário das pessoas. Ficar 12 anos longe do poder quer dizer, entre outras coisas, ir sumindo da referência do cidadão comum, deixar de ser uma alternativa concreta e real. Começa a ser um jogo em que você só tem chance se o adversário errar.
Ter perdido como perderam é ainda mais negativo. Sozinhas, as oposições fizeram menos de 30% do voto total no primeiro turno e só foram ao segundo por obra de Marina Silva. Voltando às metáforas futebolísticas, foi como um gol em que a bola é mal chutada, mas entra, depois de esbarrar no juiz, desviar no defensor e tocar na trave. O gol vale, ainda que o atacante comemore cheio de vergonha.
Do final do primeiro turno ao segundo, a campanha Serra fez um desserviço ao país e prejudicou as oposições no longo prazo. Procurando navegar nos sentimentos mais retrógrados de nossa sociedade, apostou no atraso e se esqueceu de sua biografia. Acabou protagonista de cenas lamentáveis.
Foi uma candidatura errada do começo ao fim. E que quer, agora, uma sobrevida errada. Com ela, as oposições perderam a possibilidade de se renovar e se apresentar ao eleitorado com conteúdo e imagem nova.
Antes de partir em viagem de descanso, Serra disse que não considerava cumprida sua missão e que se despedia com apenas um “até breve”. Para ele, ao que parece, seria natural assumir a liderança das oposições ao governo Dilma e voltar a ser candidato a presidente em 2014.
Talvez para ele. Mas não para toda a oposição e, muito menos, para a importante parcela da opinião pública que se identifica com ela.
Só os mal informados achavam que Serra era a solução para as oposições nas eleições deste ano. Agora, qualquer um vê que ele é o problema. Não é o único, mas um dos maiores.
* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi